Os sinais prematuros do Parkinson

Mal de Parkinson sintomas vão além dos tremores

Os sinais prematuros do Parkinson Essa doença neurodegenerativa começa a se manifestar antes do que os médicos pensavam - e os sintomas vão além dos tremores Por André Biernath [caption id="attachment_153274" align="alignleft" width="300"] A tremedeira não é o único sinal dessa doença (Ilustração: Erika Onodera/SAÚDE é Vital)[/caption] Quando o cirurgião inglês James Parkinson (1755-1824) publicou o artigo “Um Ensaio sobre a Paralisia Agitante”, no início do século 19, ele não devia suspeitar da quantidade de repercussões no organismo da doença batizada com o seu sobrenome. Nas palavras do médico, ela podia ser resumida a “tremores e movimentos involuntários, diminuição da potência muscular, propensão a dobrar o tronco para a frente e passos em ritmo de marcha”. Seu texto ainda dizia que os primeiros sinais seriam fraqueza leve e instabilidade nos membros. Quase 200 anos depois do relato pioneiro, a medicina vem descobrindo que a enfermidade dá pistas bem antes do que se esperava – e algumas delas são muito diferentes do que se ouve por aí. Pesquisadores da Universidade College London, na Inglaterra, reuniram informações sobre 8 mil pacientes com Parkinson e 46 mil pessoas sem o problema. Com base nesse enorme banco de dados, fruto de 16 anos de labuta, eles conseguiram identificar uma série de sintomas que aparecem mais cedo. Pasme: alguns deles dão as caras com até dez anos de antecedência ao diagnóstico. “É importante conhecê-los porque hoje sabemos que a detecção precoce está relacionada a uma melhor qualidade de vida”, defende a neurologista Anette Eleonore Schrag, líder do levantamento publicado no prestigiado The Lancet. Quer saber quais são?