Funceme divulga prognóstico de chuvas para o período fevereiro a abril; veja detalhes
Ceará poderá ter inverno 40% abaixo da média, 40% em torno da média e 20% acima da média histórica.
Por Assessoria de Comunicação | 21 de janeiro de 2026
O prognóstico climático para o período de fevereiro a abril no Ceará divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) nesta quarta-feira (21), no Palácio da Abolição, indica 40% de chance de chuvas abaixo da média, 40% em torno da média e 20% acima da média histórica.
A “normalidade” das chuvas, citada no prognóstico climático, corresponde a uma categoria histórica calculada a partir de 30 anos de dados meteorológicos. Para o período analisado, acumulados abaixo de 512,5 mm são classificados como abaixo da normalidade; entre 512,5 mm e 705,9 mm, como em torno da normalidade; e acima de 705,9 mm, como acima da média.
Do ponto de vista espacial, há tendência de o centro-sul do Ceará apresentar condições mais secas em relação ao centro-norte no acumulado dos três meses.
“Nas áreas que com tendência de acumulados menores, essa irregularidade ao longo do tempo pode resultar em mais períodos com baixa pluviometria dentro da estação chuvosa, os chamados veranicos. Existe expectativa de maiores acumulados, na região norte do estado e áreas de serra, aumenta a chance de ocorrerem chuvas muito intensas devido a topografia”, explica o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins.
Condições oceânicas
Para chegar aos resultados do prognóstico, a Funceme realiza a análise dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala (vento em superfície e em altitude, pressão ao nível do mar, temperatura da superfície do mar, entre outros) e dos resultados de modelos numéricos globais e regionais.
No contexto dos oceanos, o Pacífico permanece sob influência de resfriamento das águas, caracterizando uma La Niña, porém sem gerar benefícios significativos para o Ceará.
“Isso ocorre devido à interferência do oceano Atlântico equatorial, que apresenta condições de normalidade (quanto à temperatura de superfície do mar), não favorecendo de forma direta para ação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) para o estado como um todo”, reforça Martins.
Pré-Estação
As chuvas da pré-estação (janeiro e dezembro), observadas até o esta quarta, registram o terceiro pior resultado da série histórica de monitoramento da Funceme (acumulado médio de apenas 32,2 milímetros), o que contribui para um início de quadra chuvosa com indicativos menos favoráveis, especialmente para recarga hídrica e atividades dependentes da regularidade das precipitações.
Para o fim do mês de janeiro, a tendência apontada pela Funceme é de ocorrência de precipitações pontuais ao longo do estado, sem indicativo de eventos generalizados ou persistentes, mantendo o padrão de irregularidade observado nas últimas semanas. O mês de janeiro tem apenas 14,3 mm de precipitação observada e deve ter acumulado abaixo da média histórica.
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