Abastecimento de energia está garantido, afirma ONS

PARA 2015

Brasília. O diretor geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, disse ontem que o sistema elétrico é capaz de atender à demanda da população ainda que se tenha um regime de chuvas correspondente a 70% da média histórica. Segundo ele, os cálculos do ONS indicam que essa quantidade é suficiente para chegar ao fim do período chuvoso, em abril, com volume dos reservatórios em 33% de sua capacidade.

Esse nível seria suficiente ainda para que em novembro, ou seja, no início do próximo período chuvoso, os reservatórios estejam abastecidos em, no mínimo, 10% de sua capacidade. "Não é meta. É um cálculo mínimo", afirmou Chipp.

Distribuidoras

Também ontem, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse que a solução para o problema financeiro das distribuidoras de energia deve sair na próxima semana. Como o empréstimo bancário de R$ 17,8 bilhões firmado para socorrer as empresas já acabou, as concessionárias precisam arranjar outra forma de pagar uma despesa de R$ 1,6 bilhão que vence no dia 12 de janeiro. O gasto diz respeito à energia do mercado à vista e tem que ser depositado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Ele afirmou que não haverá problemas e não será preciso adiar a data da liquidação. O diretor-geral explicou que o reajuste extraordinário não é a solução ideal para o problema.

Novo ministro

O novo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, recebeu ontem o cargo de seu antecessor, Edison Lobão. Em discurso, Braga destacou a importância do diálogo entre governo e iniciativa privada. "Quero manter um diálogo construtivo com os representantes do setor privado, em especial os investidores, com o propósito de construir um ambiente propício aos investimentos. Precisamos valorizar cada vez mais a parceria entre o governo e os empresários", afirmou.

Braga também disse que não acredita que o País esteja à beira de uma crise energética, mas destacou que ainda precisa de informações mais detalhadas sobre a situação do setor elétrico.

"Já ficou claro que nosso sistema elétrico é robusto, o problema é saber quanto ele custa. Não vejo, sinceramente, como engenheiro eletricista e gestor público, que estejamos diante de um risco iminente", destacou.