Câmara vai gastar R$ 150 mil com cada suplente este mês
O valor corresponde a salário (26,7 mil), auxílio-moradia (R$ 3,8 mil), assessoria (R$ 78 mil) e cotão (entre R$ 27,9 mil e R$ 41,6 mil). Até agora, cerca de 30 deputados federais assumiram o mandato-tampão durante o recesso de janeiro - o que equivale a cerca de R$ 4,5 milhões
A Câmara dos Deputados vai desembolsar neste mês cerca de R$ 150 mil para cada suplente de deputados que está tomando posse com o afastamento do titular do mandato.
Na maior parte desses casos, o titular foi eleito para cargos executivos, como governador ou vice-governador, ou tomou posse como secretário ou ministro de Estado.
Do dia 30 de dezembro até ontem, tomaram posse para um mandato de 30 dias exatamente 30 suplentes de deputados. Como o Congresso Nacional está em recesso, os novos deputados não terão atividades no parlamento.
Muitos deles já assumiram antes o mandato, com o afastamento temporário do titular, e agora estão sendo efetivados no cargo, que ocuparão até o dia 31, quando se encerra a atual legislatura. Outros assumem pela primeira vez.
Dinheiro fácil
Pelos 30 dias de mandato, eles vão receber salário bruto de R$ 26.723,13 (líquido em torno de R$ 22 mil); auxilio moradia de R$ 3,8 mil (cerca de R$ 2,5 mil caso seja feito depósito em conta); e o chamado cotão (verba paga como ressarcimento de despesas).
O cotão varia de acordo com o estado de origem do deputado, uma vez que nele estão incluídas verbas de passagens aéreas. O maior valor é R$ 41,6 mil e é pago a deputados de Roraima. O menor, R$ 27,9 mil, cabe aos eleitos pelo Distrito Federal.
Os novos deputados têm ainda à disposição a verba de gabinete, destinada ao pagamento de assessores parlamentares, no valor de R$ 78 mil. Com ela, podem ser contratados até 25 assessores, com salários que variam de R$ 1,5 mil a R$ 9 mil e que, muitas vezes, trabalham no estado do deputado.
(das agências)
opovo




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