Confiança do comércio recua 1,5% em dezembro, mostra FGV

Já a confiança do consumidor avançou 0,9%.

O Índice de Confiança do Comércio da Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 1,5% entre novembro e dezembro, ao passar de 110,6 para 108,9 pontos. Trata-se do segundo menor nível da série iniciada em março de 2010, superando apenas os 108,5 pontos de setembro passado, de acordo com a FGV.

“O resultado mostra que o comércio está extremamente insatisfeito com o desempenho deste final de ano, além de nutrir expectativas modestas em relação à possibilidade de recuperação consistente das vendas ao longo do primeiro semestre de 2015.”, afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.

O resultado em dezembro foi determinado pela piora da percepção dos empresários em relação ao momento atual: o Índice da Situação Atual, que havia avançado 1,3%, em novembro, recuou 5,9% este mês, chegando a 80,3 pontos, o menor nível registrado em meses de dezembro e o segundo menor da série histórica. Já o Índice de Expectativas avançou 1,2%, ao passar de 135,9 para 137,5 pontos no mesmo período.

Segundo a FGV, os resultados indicam que o setor espera alguma melhora cíclica das vendas no primeiro trimestre de 2015, já descontada a influência sazonal, mas não uma retomada consistente das vendas ao longo do primeiro semestre.

Confiança do consumidor
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas avançou 0,9% entre novembro e dezembro de 2014, ao passar de 95,3 para 96,2 pontos. Apesar da evolução favorável na margem, segundo a FGV, o índice continua em nível extremamente baixo em termos históricos e com tendência de queda quando observado em médias móveis trimestrais.

“O aumento da confiança do consumidor em dezembro está relacionado à melhora nas expectativas sobre a situação econômica, cuja alta pontual não compensa inteiramente a tendência de aprofundamento do pessimismo observada nos meses anteriores. Em síntese, os resultados mostram que as famílias continuam cautelosas em relação ao orçamento doméstico”, afirma Tabi Thuler Santos, economista da FGV/IBRE.

A alta do índice foi propiciada pela melhora das expectativas em relação aos meses seguintes: o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,2%, ao passar dos 94,7 para 96,8 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA) ficou praticamente estável ao variar 0,2%, para 96,8 pontos.

Do G1, em São Paulo