Aluguel pesa muito para 5,3% dos lares cearenses
ORÇAMENTO FAMILIAR
O gasto excessivo com aluguel foi um problema constatado em 5,3% do total de domicílios urbanos no Ceará no ano de 2013, de acordo com dados da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS), divulgada ontem (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento considerou como excessivo o comprometimento de 30% do orçamento com esses tipo de despesa. O IBGE usou como referência regras de financiamentos da Caixa - nos quais só 30% da renda pode ser usada para pagar a prestação de imóvel - e de instituições internacionais.
Capital
Para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a proporção do total de domicílios urbanos em que foram constatados gastos demasiados com aluguel foi de 5,4%, maior que a do Estado.
Ambas as taxas estiveram acima da média nacional (5,2%) em 2013. Em 2004, o percentual de domicílios no Brasil na situação era de 4,4%.
Estados
Entre as unidades da Federação, o maior percentual de domicílios com gastos excessivos com aluguel em 2013 foi encontrada no Distrito Federal (9,5%). A menor proporção foi constatada no Piauí (1,2%).
Infraestrutura
A pesquisa do IBGE constatou também que 70,6% dos domicílios particulares permanentes urbanos têm abastecimento por rede de água geral, esgoto sanitário ligado à rede coletora e coleta de lixo.
No País
Outra conclusão da pesquisa divulgada pelo IBGE foi a de que as famílias que vivem apenas em casas alugadas, 25,7% comprometiam, em 2013, 30% ou mais de seu rendimento para pagar pela moradia. Esse percentual cresceu um pouco frente a 2004, quando 24,6% dos lares alugados estavam nessa situação.
Rendimento
Para famílias de renda mais baixa, a situação é pior. Nos lares brasileiros com rendimento per capita de até meio salário mínimo, 55% da renda era destinada ao pagamento do aluguel. No Brasil, 20,3% das famílias moravam de aluguel em 2013, um crescimento em relação a 2004, quando, conforme o IBGE, esse percentual era de 17,8%.
Mais bens duráveis
Segundo o IBGE, mais lares tiveram, simultaneamente, computador, internet, DVD, TV e máquina de lavar no ano passado. Em 2008, o percentual era de 21% dos domicílios. Em 2013, esse percentual subiu para 34,5%. Já para as famílias de menor renda (até meio salário mínimo per capita), a proporção avançou de 2,2% para 10,5%.




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