Após separação, gêmeas siamesas retornam a Fortaleza para reabilitação

Gêmeas siamesas foram operadas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP)

Após separação, gêmeas siamesas retornam a Fortaleza para reabilitação Gêmeas de dois anos Maria Ysabelle e Maria Ysadora passaram por processo de cinco cirurgias em Ribeirão Preto (SP) para separação do crânio. Por Felipe Mesquita e Matheus Facundo, G1 CE [caption id="attachment_152902" align="alignleft" width="300"] Gêmeas tiveram uma recepção calorosa ao chegar em Fortaleza. — Foto: Fabiane de Paula[/caption] Após cinco cirurgias de separação realizadas em Ribeirão Preto (SP), as irmãs que nasceram unidas pela cabeça Maria Ysabelle e Maria Ysadora, de dois anos, chegaram a Fortaleza nesta sexta-feira (29) para reabilitação ao lado da família. "Muita felicidade e gratidão nesse momento", revela a mãe das gêmeas, Débora Farias, instantes após desembarcar no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. Para o pai, Diego Farias, a sensação é de alívio. “A gente conseguiu essa vitória. Vai ser um longo período de reabilitação, mas, se Deus quiser, vai dar tudo certo”, comenta. De volta à terra natal, as gêmeas farão uma visita ao mar pela primeira vez, como uma celebração à vida. "A gente vai ver a família, passear um pouco com elas e ir à praia", explica Diego. As bebês foram submetidas à cirurgia de separação das cabeças em 27 de outubro de 2018, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) e retornaram ao Ceará no início da tarde desta sexta-feira (29). Maria Ysadora e Maria Ysabelle são de Pacatas, distrito da cidade de Aquiraz, distante 32 km de Fortaleza, e foram transferidas para Ribeirão Preto para passarem pelo procedimento inédito no Brasil. Por ser considerada de alta complexidade, a cirurgia foi dividida em cinco fases, que ocorreram entre 17 de fevereiro e 28 de outubro de 2018. As gêmeas receberam alta médica em 7 de dezembro. A volta delas estava prevista para o mesmo mês, mas problemas na cicatrização pós-cirúrgica impediram o retorno no tempo esperado. Crianças evoluem bem O processo de reabilitação das irmãs no Ceará será acompanhado pelo neurologista Eduardo Jucá, que, em 2017, foi responsável pela transferência das gêmeas para o HC. Ele afirma que o quadro clínico delas não inspira preocupações. "Tiveram alteração cerebral, mas estão evoluindo bem", avalia. Ainda segundo o médico, além do resultado positivo à saúde das gêmeas, a cirurgia trouxe aprendizado para a equipe hospitalar. “Foi uma grande lição para todos nós. Aprendemos muito em termos de planejamento, trabalho em equipe e superação humana."