Inquérito da morte de Lewdo Bezerra é enviado incompleto à Justiça do CE
Inquérito foi entregue no último dia do prazo estabelecido pela Justiça. Laudos da reconstituição e periciais não ficaram prontos a tempo.
Inquérito foi entregue no último dia do prazo estabelecido pela Justiça.
Francileudo Bezerra e a mulher acusam um ao outro da morte do filho (Foto: Gabriela Alves/G1) Laudos da reconstituição e periciais não ficaram prontos a tempo. O delegado Wilder Brito entregou nesta terça-feira (27) o inquérito incompleto das investigações que apuram o responsável pela morte Lewdo Bezerra, filho de Francileudo Bezerra e Renata Coelho, morto em 11 de novembro no Bairro Dias Macêdo, em Fortaleza. A entrega do inquérito no último dia do prazo estabelecido pela Justiça, mas sem o registro dos laudos periciais e da reconstituição, que não foram concluídos a tempo. O Ministério Público deve decidir se devolve o inquérito à Polícia Civil com um novo prazo ou se o conclui sem os laudos. Os pais da criança assassinada acusam um ao outro da autoria do homicídio do filho. A mulher do subtenente Francileudo Bezerro, Cristiane Renata Coelho, negou em entrevista à TV Verdes Mares, ter participação na morte do filho de 9 anos. Ela e o marido acusam um ao outro a responsabilidade pela morte do filho por ingestão de veneno. "Eu não fiu. Só tinha quatro pessoas na casa: eu, ele e duas crianças incapazes. Eu não matei", diz. "Quando eu fui pro quarto do meu filho, meu filho já estava gelado, estava com um pouquinho de fezes na cama. Levantei meio corpo dele, foi quando disse 'filho, não deixa a mamãe, não. Não abandona a mamãe que eu vou buscar socorro'", disse Renata, na entrevista. Ela conta que o marido chegou em casa com vinho a agrediu e a obrigou a tomar a bebida junto com remédios controlados. "Ele me mandou para o quarto e eu não sei o que ele comeu e nem o que deu aos meus filhos. Acordei - não sei quanto tempo depois - e quando cheguei na sala vi o subtenente se debatendo. Corri para o quarto e vi o meu filho. Ele estava espumando, gelado", relata. O subtenente Francileudo ficou em coma durante uma semana e, ainda no hospital, negou participação no crime. "Não teria coragem de tirar a vida do meu filho, não é à toa que eu tatuei o nome dele no meu braço. Não seria nesse momento que eu iria atentar contra a vida dele nem contra a minha", disse o militar. Ele aponta a mulher Cristiane Renata Coelho como autora do crime. "Quero que a Justiça seja feita, que ele seja presa. Ela não pode ficar impune pelo que ela fez", disse. A Justiça revogou a prisão preventiva do militar. Após deixar o hospital Francileudo Bezerra foi para a casa de familiares. "Convivendo mais com os pais e os irmãos, mesmo sendo confortado pela família, ele está perdido, sentindo a ausência dos filhos, um, definitivamente porque está morto, e o outro, porque está em poder da mãe. Ele está arredio, sem querer falar com ninguém", relata o advogado Walmir Medeiros, que defende o militar. Do G1 CE




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