CE Polícia deve ouvir irmã e sobrinha de mãe de criança assassinada

Na próxima semana, a Polícia Civil deve ouvir mais testemunhas no caso do assassinato do menino Lewdo Bezerra, de 9 anos. Os pais da criança, o subtenente do exército Francileudo Bezerra Severino, 45, e sua mulher Cristiane Renata Coelho Severino, 41, acusam um ao outro de ter envenenado o filho por ingestão de chumbinho na madrugada do dia 11 de novembro de 2014.

No fim do mês de janeiro se encerra o prazo para que a polícia entregue o inquérito à Justica. As opções da polícia são indiciar um dos suspeitos ou pedir mais tempo para investigar. O delegado Wilder Brito Sobreira,  titular do 16º Distrito Policial (16º DP), no Bairro Dias Macedo, em Fortaleza, que preside o inquérito, disse na manhã desta sexta-feira (9), que deve ouvir uma das irmãs de Cristiane Renata Coelho Severino, sua sobrinha e o amante.

“Por exemplo, a irmã da Cristiane, que é muito falada. A sobrinha que esteve no local do crime no dia que aconteceu, e que inclusive participou das ligações para a própria polícia. E por último o amante, que ela confessou para mim no dia da acareação que o amante esteve no dia 8 e 9 lá. Então nós temos que saber aonde ele ficou e a participação dele”, afirmou.

Pela primeira vez, o advogado de defesa de Cristiane Coelho, Paulo Quezado, resolveu falar sobre o caso. Ele aguarda uma possível acusação formal para montar a estratégia de defesa da cliente. “É um inquerito muito complexo, muito difícil, de muita técnica. Então esperemos os laudos periciais laudos estes que estão a cargo da polícia técnica, especializada. E sendo assim aguardemos os laudos técnicos e o relatório do delegado da policia que é o presidente do inquérito”.

O caso
Segundo depoimento da mulher do militar à polícia, o marido obrigou que ela e o filho ingerissem tranquilizantes com objetivo de matá-los e em seguida tentou suicídio com remédios. Diferentemente do que a mulher contou à polícia, o laudo da perícia mostrou que tanto a criança quanto o subtenente foram envenenados com um veneno usado para matar ratos, popularmente conhecido como "chumbinho". O subtenente do exercito Francileudo Bezerra também ingeriu chumbinho e ficou 11 em coma. Ao sair do coma, negou ter cometido o crime;

A casa onde o menino Lewdo foi assassinado já foi liberada para a família depois de passar por nova perícia. Diversos objetos foram apreendidos como provas. Os peritos também recolheram amostras do esgoto para tentar descobrir se existem traços do veneno chumbinho.

Gioras XerezDo G1 CE com informações da TV Verdes Mares