O drama da mulher que sofreu um ataque cardíaco durante a gravidez
Mulher com gestação de gêmeos sofreu ataque cardíaco
Saúde
O drama da mulher que sofreu um ataque cardíaco durante a gravidez
"Pensei que seria o tipo de grávida que teria uma barriga fofa e trabalharia até o dia do meu parto. Não foi o que aconteceu"
Por Redação
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O registro de internações de mulheres jovens por causa de ataque cardíaco subiu de 21% para 31% em 20 anos. (iStock/Getty Images)[/caption]
A gravidez pode ser um momento muito especial na vida da mulher. Apesar disso, em alguns casos, a gestação pode ser de risco e exige cuidados especiais. No entanto, existem condições que, por serem raras, são pouco conhecidas das futuras mamães, o que coloca em risco a saúde dela e do bebê. Esse foi o caso de Eliz Greene, que durante uma gestação de gêmeos, sofreu um ataque cardíaco aos 35 anos. O problema foi provocado por uma dissecção espontânea, uma complicação rara da gestação na qual acontece um bloqueio em uma das artérias coronárias (vasos responsáveis por transportar o oxigênio até o coração). Quando isso acontece, o sangue é forçado a fluir entre as camadas que separam essas artérias.
“Eu pensei que seria o tipo de grávida que teria uma barriga fofa e trabalharia até o dia do meu parto. Não foi o que aconteceu”, comentou Eliz, agora com 53 anos, à Fox News. O drama da americana começou um mês antes do parto quando ela precisou ser internada no hospital porque entrou em trabalho de parto prematuramente. Ao longo da internação, ela foi obrigada a comer deitada, o que causava muita azia. Além disso, ela só podia levantar para ir ao banheiro ou tomar banho se não estivesse sentindo muitas contrações.
Em um dos momentos em que foi autorizada a tomar banho, Eliz começou a sentir queimações no peito – sintoma inicial de um ataque cardíaco -, que confundiu com a azia que vinha sentido. No entanto, as dores se tornaram mais fortes e ela começou a vomitar. “Era diferente de qualquer vômito que eu já tive. Isso foi uma pista de que algo estava realmente errado. Liguei para uma enfermeira me ajudar”, contou.
Atendimento rápido
A partir daí, a rapidez na sequência eventos pode ser considerada um dos motivos pelos quais Eliz sobreviveu. Para sorte dela, sua obstetra, responsável por atender casos de gravidez de alto risco, estava checando pacientes há alguns metros de distância quando as enfermeiras foram atendê-la. “Ela [obstetra] começou a me fazer muitas perguntas, incluindo ‘alguém teve um ataque cardíaco inicial em sua família?’ Lembro-me de pensar que ela era louca”, revelou. No entanto, 11 minutos após acionar a enfermeira, o coração de Eliz parou. A equipe que cuidava do seu caso teve que fazer ressuscitação (massagem cardíaca) e utilizar equipamento médico manual para mantê-la respirando.




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