O boletim epidemiológico, divulgado ontem pela Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), confirmou duas novas mortes devido à Dengue Grave (DG). Dos três falecimentos registrados até agora, dois aconteceram na Capital e o outro em Maracanaú. Ainda existem outros 19 óbitos em investigação. Neste ano, foram registrados 10.556 casos suspeitos da doença. Desses, foram confirmados 2.522, 406 a mais do que no último boletim, divulgado no último dia 2.
Ao todo, 67 casos graves foram notificados, sendo 47,7% deles na Capital e 53,3% no Interior do Estado. A Sesa confirmou 41 casos graves, 36 de Dengue com Sinais de Alarme (DCSA) e cinco de DG.
Os casos de suspeita de dengue com sinais de alarme serão identificados se o paciente, no período de efervescência da febre, apresentar um (ou mais) dos seguintes sintomas: dor abdominal contínua, sangramento das mucosas, acumulação de líquidos, entre outros. Os casos suspeitos de dengue grave serão caracterizados por choque, sangramento grave ou comprometimento grave de órgãos.
Foram registrados casos da doença em 79 municípios do Estado. Destaque para Umari, Tauá, Pereiro, Alto Santo, Brejo Santo e Campos Sales, que apresentam incidência acima de 300 por 100 mil habitantes.
Redução
De acordo com a Sesa, mesmo com a confirmação de dois novos óbitos, houve redução de 50% no número de mortes em relação ao igual período do ano passado. Mas, um aumento de 47,5% dos casos graves se comparados ao período de janeiro a maio do ano passado.
Mesmo com a redução dos óbitos por dengue, a Secretaria alerta que as condições de risco para a transmissão da doença ainda permanecem. Além disso, houve crescimento de 47,5% dos casos graves de dengue confirmados em 2014 em relação ao ano anterior.
A razão entre a forma clássica e os casos graves, que foi de 241 em 2012 e de 92 no ano passado, chega agora a 62. O índice indica que o número de casos graves está mais próximo do total de casos confirmados da forma clássica da doença.
Por isso, nos primeiros sintomas da doença, como febre, dor de cabeça, dores nas articulações e também no fundo dos olhos, a recomendação do Ministério da Saúde é procurar o serviço de saúde mais próximo e não se automedicar. Quem usa remédio por conta própria pode mascarar sintomas e, com isso, dificultar o diagnóstico.




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