ENCONTRO Fórum discute ações de convivência com a seca           

Iniciativa é preparatória para o Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2), em novembro, na Capital

Foram apresentadas medidas contra o problema, como a construção de 138 Km de adutoras e o programa de perfuração de poços profundos FOTO JOSÉ LEOMAR O período da quadra chuvosa no Ceará está indo embora e, por mais um ano, leva com ela a esperança do sertanejo em amenizar o drama da seca. Com açudes que estão, hoje, com capacidade inferior à do início do ano, a necessidade da manutenção do debate sobre o assunto e discutir medidas emergências continua. Foi com esse objetivo que foi realizado, ontem, o Fórum Multissetorial de Responsabilidade Ambiental, na sede do Banco do Nordeste (BNB Com o tema "Ações de Convivência com a Seca", o encontro foi realizado pelo Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (Ihab) como uma iniciativa preparatória e complementar do Encontro Intercontinental sobre a Natureza (O2), que é realizado em anos ímpares e no mês de novembro, em Fortaleza. "Esse encontro terá uma participação técnico científica com segurança hídrica e alimentar de todos os continentes", explica o presidente do Conselho Estratégico do Ihab, Clodionor Araújo. Durante o encontro, o adjunto da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Ramon Rodrigues destacou as ações já em andamento para resultados mais emergenciais, como a construção de 138 Km de adutoras, o programa de perfuração de poços profundos e a utilização de carros-pipa, além de obras estruturantes em andamento, como o Cinturão das Águas do Ceará e o Canal do Trabalhador, para garantir o abastecimento de água a longo prazo. "Nós analisamos as cidades ou demandas que estão mais vulneráveis e aí entramos com ações complementares para evitar que entrem em colapso". O presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), João Lúcio Farias, afirma que o órgão está preparando um cenário de todos os reservatórios do Estado, visando mais ações para os anos de 2016 e 2017. "Existe um grupo de segurança hídrica no Estado que trabalha junto com o Comitê Estadual da Seca, que planeja as ações em cada município", disse. Ele acrescenta, ainda, que ações por meio de novas tecnologias, como a dessalinização da água e o re-uso dela, devam ser executadas. "Estamos na fase de negociação e de preparar os projetos", afirma.