MPs do ajuste serão votadas antes de perder validade, afirma Renan

Nesta quarta, senadores adiaram votação da MP do seguro-desemprego.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) (Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado) Duas medidas provisórias editadas pelo governo expiram em 1ª de junho. Lucas SalomãoDo G1, em Brasília O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira (21) que, na opinião dele, "dará tempo" de a Casa concluir a votação das duas medidas provisórias do ajuste fiscal antes de as propostas perderam a validade. As MPs 664 e 665, que criam novos critérios de acesso ao seguro-desemprego e à pensão por morte, expiram em 1º de junho. Caso não sejam votadas pelo Senado até esta data, as medidas, que já estão em vigor, perdem o efeito. Nesta quarta (20), após mais de três horas de discussão, os senadores decidiram adiar a votação da MP 665, que muda critérios para o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso. A 665 é a primeira medida provisória que será votada no Senado. O acordo foi feito entre os líderes partidários da Casa e prevê que o texto seja votado apenas na próxima terça-feira (26). A segunda medida estava prevista para ser votada no Senado na próxima semana, mas, como a primeira ainda não foi votada, pode ter a votação adiada. Questionado por jornalistas ao chegar ao Congresso Nacional sobre se dará tempo de votar as duas medidas provisórias, Renan respondeu: "acho que dá, acho que dá." Antes de responder a esta pergunta, Renan foi indagado sobre se o ajuste fiscal "está por um fio", já que o prazo apertado, aliado ao adiamento da votação, poderia comprometer a análise das matérias. "É porque quando demora muito a discussão, entra ali em uma dúvida com relação a quem vai continuar presencialmente na Casa. Então, era mais prudente deixar para a próxima semana", explicou o peemedebista. Tumulto Houve tumulto na sessão desta quarta-feira do Senado na qual estava prevista a votação da MP do seguro-desemprego. Durante discurso do líder do PT, Humberto Costa (PE), integrantes da Força Sindical começaram a vaiar o petista. Costa, então, criticou a oposição e disse que, se estivessem governando o país, "hoje estariam defendendo boa parte dessas políticas". "Não tenho medo de vaias", repetiu o petista. "Não tenho medo de vaia, nem o governo tem medo de vaia, nem o PT tem medo de vaia." Logo após as primeiras vaias, Renan Calheiros pediu silêncio aos manifestantes para que os trabalhos não fossem prejudicados. Depois de Costa concluir seu discurso, os sindicalistas voltaram a vaiar e jogaram no plenário notas falsas de dólar. Os papéis estampavam imagens da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do tesoureiro afastado do PT, João Vaccari Neto, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Em cada cédula, havia a foto de um dos três políticos, com a expressão “Petro Dólar”.