Kassab diz não ver incoerência em apoiar Dilma e Alckmin
Kassab afirma que apoio ao PT é decisão majoritária do partido.
O ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo do estado, Gilberto Kassab (PSD), afirmou nesta terça-feira (13) em sabatina do jornal Folha de S. Paulo, que não vê incoerência em seu partido apoiar a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e uma possível aliança no pleito estadual com o partido rival, o PSDB, em apoio à candidatura do governador Geraldo Alckmin.
Kassab disse que sua prioridade é fazer valer sua candidatura própria, mas que líderes do partido concordam que deve haver conversas com os outros partidos. Segundo o ex-prefeito, o apoio à Dilma foi uma decisão majoritária do partido e que não seria correto fazer prevalecer a posição da minoria. Ele citou o caso do vice-governador da Bahia, Otto Alencar, do PSD, que apoiou a candidatura de Dilma em 2010 ao lado de vários deputados estaduais e federais que depois migraram para o PSD, fundado em 2011.
“Hoje [o PSD] é um partido nacional. Não é porque a minha história em São Paulo é diferente da dos companheiros da Bahia que nós vamos ter um posicionamento nacional vinculado à minoria”. Nas eleições de 2010, Kassab apoiou a candidatura de José Serra, do PSDB.
Questionado se o apoio a Alckmin e a Dilma não seria uma incoerência, Kassab disse que não. “Nas circunstâncias de formação do partido, até concluir esse processo de criação que se encerra dia 31 de dezembro deste ano, não vejo [incoerência].” A inteção é que todos os estados tenham candidatos próprios em 2018, defendeu o ex-prefeito.
Kassab foi o criador do partido, é seu presidente, e diz que o objetivo da legenda é se consolidar como um grupo de centro capaz de passar uma imagem “compatível com a expectativa da sociedade brasileira em relação à boa conduta na vida pública”.
Ele negou que o PSD faça parte do governo Dilma Rousseff, apesar de ter um ministério. Ele está a cargo de Guilherme Afif Domingos, vice-governador de São Paulo e ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, do governo federal.
Admitiu também que “não teria problema” em ser vice do governador Geraldo Alckmin. “Disputei com ele em alto nível eleições para prefeito de São Paulo. Não ficou nenhuma mágoa. Dois anos depois, eu o apoiei a governador”, disse Kassab.
Aprovação
O ex-prefeito foi questionado também sobre a baixa aprovação que sua gestão teve ao final e como poderia causar impressões diferentes como govenador. Kassab defendeu sua gestão, afirmou que foi reeleito com 62% dos votos e que em meados de 2012, uma pesquisa mostrava que 26% dos eleitores achavam sua gestão boa, enquanto cerca de 40% achavam regular. Segundo Kassab, a aprovação caiu ao final em razão da disputa eleitoral, da qual ele não participou, e na qual candidatos tinham de apresentar os problemas da cidade para destacar suas propostas.
Do G1 São Paulo




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