Ministro diz que PSDB quer 'destruir' para depois 'privatizar' Petrobras
Ministro reagiu a fala de pré-candidato do PSDB, Aécio Neves.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, acusou nesta quinta-feira (1º) o PSDB de querer "destruir" para depois "privatizar" a Petrobras. Carvalho discursou durante festa do 1º de Maio promovida pela Força Sindical na Praça Campo de Bagatelle, na Zona Norte de São Paulo.
A Petrobras que eles estão criticando e falando mal, que o FHC tentou privatizar, hoje é a grande empresa do país que eles querem tentar destruir para privatizar depois em um eventual governo deles, que não virá."
Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria Geral da Presidência
O ministro defendeu as ações do governo em relação à estatal depois de o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), discursar e criticar a presidente Dilma Rousseff em razão das denúncias que envolvem a Petrobras – a empresa é investigada por suspeita de superfaturamento na compra de uma refinaria nos Estados Unidos e pelo suposto de recebimento de propina por funcionários.
Nas últimas campanhas de eleições presidenciais, o PT usou o argumento de que o PSDB pretendia privatizar a empresa, mas os tucanos negaram a intenção. Neste ano, a tônica do discurso da oposição, repetida pelo próprio Aécio Neves, é a de que é necessário "reestatizar" a Petrobras.
"Nós do governo da presidenta Dilma não viemos aqui a cada quatro anos para fazer falsas promessas. Viemos aqui todo ano e apoiamos este ato [celebração do 1º de Maio]. A Petrobras que eles estão criticando e falando mal, que o FHC tentou privatizar, hoje é a grande empresa do país que eles querem tentar destruir para privatizar depois em um eventual governo deles, que não virá", discursou o ministro.
Gilberto Carvalho disse que o PSDB quer voltar ao poder "através de Aécio" e, com isso, quer trazer de volta o "desprezo ao trabalhador".
"Seguiremos lutando nao só no 1º de Maio, mas no dia a dia para continuar este governo que impediu a continuidade da corrupção debaixo do pano", afirmou.
Tatiana Santiago e Lívia MachadoDo G1 São Paulo




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