Líderes e invictos: o que há por trás das boas campanhas de Bragantino e Náutico no Brasileiro
O bom desempenho das duas equipes tem como base a organização em campo,
Eric Ramires comemora gol do Bragantino contra o Corinthians — Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
Organização em campo, estilo de jogo propositivo e uma mudança de técnico como marco do atual momento: os pontos em comum de quem ainda não perdeu no Brasileiro
Por Redação do ge — Recife
Dezoito pontos em oito jogos. Cinco vitórias, três empates e oito gols de saldo. Líder e, até o momento, o único invicto na competição. Se neste momento, você pensou na trajetória do Bragantino na Série A, acertou. Está correto também quem, de bate-pronto, ligou a campanha ao desempenho do Náutico na Série B, mas o Timbu está ainda melhor - tem 21 pontos, com seis vitórias, três empates e 13 de saldo.
No topo das duas principais divisões do Campeonato Brasileiro, as equipes apresentam outros pontos de convergência. O bom desempenho de ambos tem como base a organização em campo, um elenco comprometido coletivamente e um estilo de jogo propositivo, com marcação "alta", desde o campo ofensivo.
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Jogadores do Náutico comemoram gol sobre o CSA — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
Tem também uma "coincidência" em relação ao comando técnico. Curiosamente, o bom momento das duas equipes teve início ainda em 2020, quando a fase não era boa e ambas passaram por uma troca de treinador. Tanto Maurício Barbieri quanto Hélio dos Anjos assumiram Bragantino e Náutico, respectivamente, com a missão de livrar as equipes do rebaixamento. Foram além disso.
Na verdade, estão indo além.
Coincidências e convergências dos líderes
Mudança de técnico
Coincidência ou não, o bom momento atual de Bragantino e Náutico começou em 2020, com uma troca de treinador. Um ponto de virada.
Em setembro do ano passado, Maurício Barbieri assumiu o Massa Bruta em substituição a Felipe Conceição. Embora a competição estivesse no início, a missão do treinador era clara: evitar a queda. Tanto que o seu vínculo com o clube previa a renovação automática caso o time não fosse rebaixado. A equipe terminou em 10º e Barbieri seguiu no clube.
Hélio dos Anjos teve um desafio mais difícil. Quando assumiu o comando do Náutico, em novembro, o Timbu somava 20 pontos em 21 jogos. Habitava a zona de rebaixamento e a salvação era algo difícil de imaginar - até pelo rendimento da equipe. Hélio chegou e deu início a uma reação que não só livrou o time, mas deixou nos trilhos para conquistar o título estadual nesta temporada e começar bem a Série B.
Manutenção do elenco
Um aspecto em comum nas duas equipes foi a manutenção da base do elenco da temporada passada. No caso do Bragantino, a principal conquista foi manter o meia-atacante Claudinho, eleito melhor meia, revelação e craque do Brasileiro 2020 - além de terminar como artilheiro. No entanto, é importante ressaltar que o time funcionou muito bem quando ele não pôde atuar em 2021.
O Náutico também manteve praticamente todos os titulares responsáveis pela reação na Série B 2020 - perdeu dois atletas, apenas. Destaque para os atletas do setor ofensivo, como Jean Carlos, Vinícius e Kieza. Contudo, recentemente sofreu uma baixa: Erick deixou a equipe - o contrato de empréstimo com o Braga chegou ao fim.
Estilo propositivo
A relação entre técnico e elenco resulta num estilo de jogo propositivo que é outro traço comum entre as duas equipes, como destaca o comentarista Cabral Neto.
"Há similaridades no modelo de jogo das duas equipes, que costumam ter muita intensidade, forçam a pressão após perderem a bola no campo ofensivo, apostam na troca de passes curtos para criar jogadas, têm rápida transição ofensiva e muitos jogadores se destacando individualmente."
- E, talvez o mais importante, Bragantino e Náutico encaixaram bem as ideias modernas de jogo de Barbieri e Hélio dos Anjos com as características dos atletas. Eles não são os únicos times que apostam nesses conceitos, mas são dois dos que fazem mais bem feito, atualmente - destaca Cabral.
A Séries C também tem um clube invicto apenas: o Criciúma. Líder do grupo B, o time tem 11 pontos em cinco jogos - três vitórias e dois empates. Assim como Bragantino e Náutico, a fase boa começou com uma mudança de técnico: Paulo Baier assumiu a equipe antes do início do Brasileiro, após o time ser rebaixado no Campeonato Catarinense.
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