Dólar fecha em alta nesta sexta e renova máxima desde 2005
Durante o dia, o dólar chegou a ser vendido por mais de R$ 2,67.
O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (12), devido a diversos fatores econômicos e políticos, como apreensão dos investidores diante da queda dos preços do petróleo e o futuro do programa de intervenções do Banco Central no câmbio, de acordo com a agência Reuters.
A moeda norte-americana subiu 0,14%, a R$ 2,6512. Este é novamente o maior valor desde 2005 - marca que o dólar vem batendo ao longo das últimas semanas. No dia 4 de abril daquele ano, a moeda fechou cotada a R$ 2,6598, segundo dados do Banco Central.
Durante o dia, o dólar chegou a ser vendido por mais de R$ 2,67. A moeda desacelerou os ganhos após atingir as máximas do dia. "Você tem muitas interrogações no mundo e muitas interrogações no Brasil. Isso tudo preocupa o investidor e o deixa com pé atrás para investir aqui", disse à Reuters o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.
A moeda fechou a semana com alta de 2,23%. No mês e no ano, há valorização acumulada de 3,10% e 12,46%, respectivamente.
No cenário externo, a derrocada dos preços do petróleo às mínimas em mais de cinco anos tem alimentado a aversão ao risco diante do cenário de menor atividade global.
Soma-se a isso a expectativa de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, elevará sua taxa básica de juros no ano que vem, o que deve atrair para os Estados Unidos capitais aplicados em outros mercados, como o brasileiro.
Internamente, cresce a tensão em relação à possibilidade de o BC brasileiro diminuir sua atuação no câmbio no ano que vem. Atualmente, ela é feita por ofertas diárias de até 4 mil swaps cambiais, equivalentes a venda futura de dólares, e está marcada para durar até o fim deste ano. O presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, tem dito que o atual estoque de swaps já dá conta da demanda por proteção cambial.
A incerteza sobre quais ações a nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff adotará para enfrentar o contexto de inflação alta e crescimento baixo também pesa sobre o mercado. "Enquanto o governo não der as caras, o dólar vai seguir pressionado", disse à Reuters o gerente de derivativos da CGD Investimentos, Jayro Rezende.
Além disso, notícias sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras desanima investidores. "Você consegue medir risco de crédito, risco de contraparte, mas risco de imagem (do país) é difícil. Essa questão da Petrobras deixa o mercado realmente desanimado", disse Rodrigues, do Banco Paulista.
Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 4 mil swaps pela ração diária, com volume equivalente a US$ 197,9 milhões. Foram vendidos 1,8 mil contratos para 1º de junho e 2,2 mil para 1º de setembro de 2015. O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro, equivalentes a US$ 9,827 bilhões. Ao todo, o BC já rolou cerca de metade do lote total.
Do G1, em São Paulo




Comentários