MUCURIPE - Escolas fazem passeata pela paz Iniciativa faz parte do projeto
Indignados com a violência que atinge não só os moradores do bairro Mucuripe, como também todos os fortalezenses, alunos, professores e gestores se reuniram, na tarde de ontem (23), para realizar uma caminhada pela paz. A ação é resultado do projeto "Por uma cultura de paz", que acontece há dois anos, fazendo parte da grade curricular da escola, e mobiliza diversas escolas municipais e estaduais na abordagem de valores.
A cada ano, as cinco instituições de ensino, como a Escola Municipal Colônia Z8, a Escola Municipal José Ramos Torres de Melo, a Escola de Ensino Médio Dragão do Mar, a Escola de Ensino Fundamental General Murilo Borges Moreira e o Colégio Bárbara de Alencar, selecionam um tema principal para ser tratado com os alunos e, em seguida, realizar uma intervenção maior.
Desde abril, o tema da paz era abordado, através de atividades que pudessem incentivar os alunos. A caminhada foi a primeira mobilização nas ruas deste ano, e teve o percurso da Igreja de Nossa Senhora da Saúde até a Estátua de Iracema da Avenida Beira-Mar. "O nosso intuito maior é propagar a paz entre os estudantes e as comunidades", conta a professora da Colônia Z8, Solange Barroso.
Apelo
"Essa é uma atividade muito importante para alertar os jovens, principalmente pelo momento em que estamos vivendo", reforça a diretora da Escola Colônia Z8, Vitória Régia Nascimento.
Em cima do trio elétrico, alguns estudantes faziam seus protestos contra a violência. Em um discurso simples, os poucos rabiscos de Paulo Sérgio Vieira, de 14 anos, clamava pela paz. Segundo as palavras do garoto, as pessoas não aguentam mais a criminalidade. "E se você quer paz, faça a paz, seja a paz".
Segurança
Para promover a segurança, a região do Mucuripe é resguardada pelas Áreas Integradas de Segurança (AIS) 3 e 6 e Batalhão de Proteção ao Turista (BPTur). De acordo com o comandante da AIS 6, Major Clairton, a área que abrange a Avenida da Abolição, sentido praia, é protegida por homens que circulam a pé, em viaturas e em motocicletas, recebendo também o apoio de outros efetivos da Polícia Militar, como o Batalhão de Choque (BPChoque), Raio e a cavalaria.
Já da Abolição para o sentido sertão, a segurança é feita pela AIS 3, comandada pelo Tenente Coronel Sávio, que explica que a área é monitorada por cerca de 80 homens, em cada turno. Além disso, segurança é reforçada por equipes especializadas do Raio, Policiamento Ostensivo Geral (POG), Ronda do Quarteirão e BPChoque e cavalaria, inclusive nos fins de semana. "Somos uma equipe motivada, interessada e que, ultimamente, tem batido muitas metas", assegura.




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