Tribunal de Contas apura gastos do Ceará com projeto da refinaria
Projeto foi abandonado pela Petrobras por falta de apoio de investidores.
Única etapa da refinaria já concluída foi instalação de placas, cercas e terraplanagem da área (Foto: André Teixeira/G1) Ceará havia investido em terreno e obras para receber o empreendimento. Do G1 CE O Tribunal de Contas do Ceará (TCE-CE) apura os gastos do Governo do Estado com investimentos relacionados à construção da Refinaria Premium II, projeto abandonado pela Petrobras na semana passada. Segundo o TCE, já foram identificados investimentos com obras de infraestrutura na área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, implantação da Reserva Indígena Taba dos Anacés, Centro de Treinamento do Trabalhador, desvios na CE-085, doação de terreno, desapropriações, custos de viagens e custos de licenciamento. O valor total gasto pelo Ceará deve ser divulgado após a conclusão da apuração, que deve ocorrer em 15 dias, segundo o Tribunal de Contas. Ainda segundo o TCE, a Secretaria da Infraestrutura concentra a maioria das obras, mas houve também o envolvimento da Secretaria do Turismo, Secretaria da Ciência e Tecnologia, Superintendência Estadual do Meio Ambiente e Secretaria do Desenvolvimento Agrário. Segundo a Secretaria de Infraestrutura, todos os projetos desenvolvidos para receber a refinaria seguem em desenvolvimento. A Petrobras divulgou em 28 de janeiro que não daria prosseguimento ao projeto por falta de parceiros. A estatal já havia investido quase R$ 3 bilhões nas refinarias Premium I e II, no Ceará e no Maranhão. O Governo do Estado do Ceará repudiou a decisão da Petrobras de desistir da refinaria Premium II, cuja instalação estava prevista para ocorrer no litoral do Ceará. Em nota, o Governo do Ceará classifica a viabilização do empreendimento como “um sonho do povo cearense e importante vetor de desenvolvimento local e regional”. A estatal informou no balanço do terceiro trimestre, divulgado na madrugada desta quarta, que as duas refinarias Premium, no Ceará e Maranhão, não sairão do papel, geraram uma baixa contábil de R$ 2,707 bilhões: R$ 2,111 bilhões da Premium I e R$ 596 milhões, da Premium II. “Essa atitude representa uma quebra unilateral do compromisso firmado com o estado e configura um desrespeito da empresa com o povo cearense”, diz o Governo do Estado. O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), diz ter recebido a notícia com “surpresa e indignação” e solicitou uma audiência com Dilma Rousseff, “Uuma vez que o Ceará cumpriu todos requisitos para a implantação da refinaria”.




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