Barbalha tem mais um óbito por coronavírus e 460 casos suspeitos

Último boletim mostra queda nos dados de suspeitos e notificados

Nesta noite de quarta-feira (24), o novo boletim epidemiológico da Covid-19 da Secretaria de Saúde de Barbalha, registra mais uma morte, do penúltimo boletim da terça-feira subiu os casos confirmados e diminuiu os notificados.     

Confirmados 268

Recuperados 164 x 159 

Tratamento domiciliar 85 

Tratamento hospitalar 13 

Óbitos 06 x 05 + 01 

Descartados 570 x 577

Suspeitos 460 x 499 

Notificados 1298

DEXAMETASONA CONTRA A COVID-19

O que se sabe sobre a dexametasona, que começou a ser usada contra a Covid-19

De ontem para hoje, um remédio se tornou o protagonista de diversas manchetes desde que um estudo britânico mostrou que ele pode reduzir as chances de morte em casos graves de Covid-19. É a dexamestasona, um medicamento corticoide com ação anti-inflamatória receitado para alergias graves, artrite reumatoide e outros problemas. Mas é preciso analisar o cenário com calma.

Uma consórcio de pesquisadores britânicos, liderados por uma equipe da Universidade de Oxford, administrou doses de dexamestasona em pacientes com Covid-19 admitidos nos hospitais públicos do país. A iniciativa faz parte do projeto Recovery, um programa britânico estabelecido em março para testar diversos tratamentos no combate à doença, entre eles a dexamestasona, o combo anti-HIV lopinavir-ritonavir e a hidroxicloroquina, que saiu da lista após os resultados mostraram que não apresenta benefícios. 

Ao todo, a equipe administrou doses baixas de dexamestasona para 2.104 pacientes aleatórios por dez dias, e comparou os dados desses pacientes com outros 4.321 que não receberam o tratamento (ambos os grupos receberam os cuidados padrões geralmente utilizados contra a doença). No grupo de controle, que não tomou o remédio, 41% dos pacientes em estado crítico, que precisavam de respiradores, morreram após um mês. Já entre os pacientes em estado severo, que precisaram da administração de oxigênio mas não foram entubados, as chances de morrer eram de 25%.

Segundo os cientistas, o uso da dexamestasona reduziu em 30% a mortalidade entre os pacientes entubados, e em 20% entre os pacientes em estado severo, mas que não foram entubados. Para casos moderados e leves, em que o paciente não precisava de ajuda para respirar, não houve nenhum benefício.

Silva Neto