Justiça condena carteiros, policial e mais 11 'cartãozeiros' no Ceará
Quadrilha que usa 'chupa cabra' para clonagem recebe nova denúncia.
A Justiça Federal condenou 17 pessoas, entre elas servidores dos Correios e um policial, acusadas de clonagem de cartão no Ceará. Segundo o Ministério Público Federal, autor da denúncia, o esquema dos "cartãozeiros" gerou prejuízo de mais de R$ 2 milhões. A ação penal partiu da operação Olho de Boi, realizada pela Polícia Federal, realizada em 2011.
O Ministério Público Federal fez duas novas denúncias contra quadrilhas cearenses de cartãozeiros, como são chamados os grupos que clonam cartão. As novas ações penais são dos procuradores da República Edmac Trigueiro e Luiz Carlos Oliveira Júnior e tramitam na Justiça Federal.
Ainda de acordo com a denúncia, os cartões clonados eram utilizados pelas quadrilhas em compras e em saques. Os 17 homens foram condenados pelos crimes de estelionato, peculato ou falsificação de documentos públicos. Segundo investigação da Polícia Federal, os servidores dos Correios atuavam desviando os cartões que deviam ser entregues pela agência.
"Para facilitação e concretização da fraude, o grupo criminoso, às vezes, realizava a contrafação e utilização de documentos falsos confeccionados por um outro denunciado. Por último, eram adquiridas mercadorias no comércio local utilizando-se desses cartões desviados, para posterior revenda por preço mais baixo do que o usual", diz o procurador Edmac Trigueiro, autor da denúncia contra o grupo.
Mais 27 suspeitos
Nas duas novas ações penais ajuizadas, o Ministério Público Federal pede a condenação de outras 27 suspeitas de envolvimento em fraudes de cartãozeiros. Entre os réus, estão comerciantes e estelionatários reincidentes que atuavam no Ceará, Rondônia, Maranhão, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Roraima.
Do G1 CE




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