Traficantes tentam aliciar estudantes na saída da escola em Mirassol

Conselho Tutelar já foi informado sobre casos e tem orientado os pais.

Ir e voltar da escola tem se tornado uma ameaça para os estudantes de Mirassol(SP). Estudantes estão sendo abordados por traficantes na porta da escola, tentando aliciar os menores para se tornarem vendedores de drogas.  “Isso é muito perigoso, eles podem fazer coisas com você que não sabemos se vai terminar bem ou mal”, afirma uma estudante, que não quer se identificar.

Este relato é de uma estudante de 14 anos que está com medo do que tem acontecido na porta da escola onde estuda, no bairro Santa Rita, em Mirassol. Segundo ela, traficantes tentam convencer os estudantes na saída do colégio a vender drogas. “Na saída da escola ficam vários homens de carro e a pé na esquina, quando alguém passa por eles, eles param e conversam com os alunos”, diz a estudante.

Pais dos estudantes se uniram e mudaram a rotina para tentar proteger os filhos. O vigilante Anísio José de Souza tem uma filha de 12 anos, todos os dias ele chega na escola bem antes do horário de saída. “O medo nosso é a criança sair daqui e até chegar em casa ser abordada pelos traficantes. Vamos ver se o poder público olha para gente com essa movimentação que estamos fazendo”, afirma o vigilante.  Quem não pode buscar os filhos na escola recorre aos parentes, segundo o vigilante.

O Conselho Tutelar de Mirassol já foi informado sobre os casos e tem orientado os pais. “Não cabe ao conselho fiscalizar os atos infracionais, essa é coisa que só a polícia pode fazer Cada parte tem de assumir a responsabilidade, vários pais entregam o filho na escola ou ao conselho e acham que o problema está resolvido”, afirma o conselheiro tutelar Alcídio Pereira da Silva.
Segundo o conselho, 27 casos de menores envolvidos no tráfico de drogas foram registrados nos últimos 12 meses em Mirassol e os registros são repassados à Polícia Militar. De acordo com a PM, a ronda escolar foi reforçada nas escolas, mas a participação dos pais deve ser constante. “A polícia não consegue estar em todas as escolas no mesmo horário, então qualquer coisa que os pais ou alguém consiga ver de errado, o importante é ligar para a polícia”, diz o major da Polícia Militar Jorge César Tonolli.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba