Cura para a calvície? Estudo revela proteína que ajuda no crescimento capilar

A proteína MCL-1 trabalha em conjunto às células-tronco do folículo capilar ativadas (HFSCs), cruciais para o crescimento e reparo do cabelo

Estrutura molecular trabalha em conjunto às células-tronco do folículo capilar ativadas (HFSCs), que são cruciais para o crescimento e reparo do cabelo; entenda

Por Redação Galileu - 30/03/2025 

Calvície? Novo estudo revela proteína que auxilia no crescimento do cabelo — Foto: Towfiqu barbhuiya/Unsplash

Cientistas da Austrália, Cingapura e China identificaram que a proteína MCL-1 pode ajudar no crescimento do cabelo. A descoberta foi registrada no último dia 22 de março na revista Nature Communications .

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O achado traz esperança para o surgimento de novos tratamentos contra queda capilar e para combater a alopecia, doença imune de perda de cabelo que afeta quase 2% da população mundial em algum momento da vida.

A proteína MCL-1 trabalha em conjunto às células-tronco do folículo capilar ativadas (HFSCs), cruciais para o crescimento e reparo do cabelo. Sem essa proteína, essas células sofrem estresse e eventualmente morrem, levando à perda capilar.

Além disso, estudos anteriores demonstraram que, quando HFSCs sofrem estresse por perda de haste capilar ou encolhimento do folículo, elas podem sofrer apoptose (uma forma controlada de as células morrerem), levando à perda do cabelo. Essa dinâmica toda é orquestrada por um grupo de proteínas chamado família BCL-2, que decide se uma célula deve sobreviver ou morrer.

Experimento em roedores

Os pesquisadores investigaram a influência da proteína MCL-1 na regulação das HFSC ao deletarem o gene MCL-1 das células da pele de camundongos. Em seguida, eles removeram pedaços de cabelos dos roedores.

Os especialistas descobriram que a falta de MCL-1 desde o nascimento não impactou a formação de folículos capilares, mas levou à perda gradual de cabelo devido ao declínio das HFSCs ao longo do tempo.

Especialmente nos animais adultos, a exclusão da proteína destruiu rapidamente as HFSCs ativas, o que interrompeu completamente a regeneração capilar nas áreas onde o pelo foi removido. As células-tronco inativadas permaneceram intactas mesmo após a deleção da MCL-1.

Uma vez que as HFSCs acordaram e começaram a se dividir para gerar novos cabelos, elas pas-saram por estresse, o que desencadeou a proteína P53 essencial para regular a morte celular.

Após inativada, a P53 restaurou o crescimento capilar mesmo na ausência da MCL-1, sugerindo colaboração entre MCL-1 e a P53 na manutenção de um equilíbrio entre a sobrevivência e a morte celular nos folículos capilares.

Além disso, os cientistas descobriram que a via de sinalização ERBB (que controla os processos celulares) desempenha um papel fundamental em manter vivas as células-tronco ativas do folículo capilar, aumentando a produção de MCL-1.

Segundo o site Medical Xpress, conhecer melhor as vias moleculares e interações que regulam o crescimento do folículo piloso e a morte celular abre caminho para estratégias inovadoras para tratar a alopecia e prevenir a queda de cabelo.

Os autores do estudo dizem que suas descobertas oferecem novos deslumbres sobre como funcionam a sobrevivência das células-tronco e a regeneração do tecido. "Essas descobertas podem ter implicações mais amplas para controlar a sobrevivência das células-tronco e progenitoras na regeneração do tecido e na expansão de câncer", acrescentam os pesquisadores.

https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2025/03/cura-para-a-calvicie-estudo-revela-proteina-que-ajuda-no-crescimento-capilar.ghtml