Dívida suspende distribuição de remédios da rede pública em Sertão
Cidade do Norte do Rio Grande do Sul tem dívida que chega R$ 80 mil.
Dona Olides está gastando R$100 para adquirir os medicamentos (Foto: Reprodução/RBS TV) Pacientes que não têm como pagar estão abandonando os tratamentos. Do G1 RS Moradores de Sertão, município de pouco mais de 6 mil habitantes localizado na Região Norte do Rio Grande do Sul, estão sem acesso aos remédios da rede pública de saúde. Devido a uma dívida da prefeitura com os fornecedores, muitos medicamentos estão em falta há tempo. Por isso, alguns pacientes estão parando de tomar os remédios porque não têm condições de pagar, como mostra a reportagem do Bom Dia Rio Grande. O aposentado Romildo Duarte da Rosa teve que abandonar o tratamento de saúde porque os medicamentos que ele precisa não estão mais disponíveis. “Eu não estou conseguindo e outros pacientes não estão conseguindo também”, lamenta. Segundo os moradores, há mais de 9 meses faltam medicamentos básicos no principal posto de saúde de Sertão. Como alguns são de uso contínuo, muita gente está tendo que pagar pelos remédios. É o caso dona de casa Olides Neitzke, que costumava retirar os medicamentos no posto de saúde. A filha dela também está em tratamento e precisa dos remédios. Sem contar com o município, ela agora gasta R$ 100 reais todos os meses. “Está difícil. A gente não consegue. Desde o mês de novembro não consigo o remédio da guria, que é controlado, e nem os meus da pressão não consigo mais na farmácia popular”, diz. “É de direito da população ter os remédios”, reivindica. A Secretaria Municipal de Saúde de Sertão reconhece o problema. Dos 286 medicamentos que deveriam ser oferecidos, 57 estão em falta. Um dos motivos é que o município disponibilizou um plantão médico durante o turno da noite, nos finais de semana e feriados. “Realmente, com a queda na arrecadação que aconteceu a partir do final de 2013, 2014 e vem se arrastando até agora, não só no município de Sertão, em todo o estado, em todo o país, nós não conseguimos recursos para atender a totalidade da demanda”, explica o prefeito Marcelo D'Agostini. Ainda segundo a prefeitura, 16% do orçamento municipal são para a saúde. Isso representa cerca de R$ 240 mil. O problema é que o município possui uma dívida com os fornecedores de medicamentos. O valor já chega a R$ 80 mil. “A partir do dia 10 de maio, nós iremos quitar toda a nossa dívida com os fornecedores e todos os medicamentos da lista básica estarão disponíveis”, garante.




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