Comerciantes discutem meios para combater dengue em Cruzeiro do Sul

'Muitos funcionários estão afastados por causa da doença', diz comerciante.

Comerciantes de Cruzeiro do Sul se reuniram com representantes das Secretarias de Saúde Estadual e Municipal para discutir estratégias de prevenção e combate a dengue no município. A reunião foi realizada nesta quinta-feira (16), na Associação Comercial do município. Desde fevereiro até esta sexta-feira (17) foram notificados 14.821 casos e 7.429 deram positivo.

A estratégia discutida com os comerciantes para combater e prevenir a doença visa informar os funcionários sobre os cuidados que devem ser tomados para que esses sirvam como multiplicadores em seus bairros. Os comerciantes pretendem colocar  maquinário e caminhões à disposição dos serviços de prevenção, fazendo mutirões de limpeza, além da distribuição de panfletos de orientação nos comércios. 

 “A ideia é fazer dias inteiros com ações na cidade, em locais que existam focos maiores de dengue. Oportunidade para que possamos nos unir aos órgãos públicos e juntar o lixo com as nossas máquinas e caminhões”, sugeriu o comerciante e presidente da Associação Comercial do município, Assem Cameli.

A secretária de Saúde de Cruzeiro de Sul, Lucila Bruneta, enfatizou a importância da união dos comerciantes com o setor público. “A orientação é sempre bem vinda. A doença tem prejudicado todos os segmentos da sociedade, e o objetivo aqui é o de sempre, de mobilizar a população, e a ajuda dos comerciantes é muito importante”, relatou a secretária.

Muitos funcionários de atestado
De acordo com os comerciantes, desde que os primeiros casos de dengue foram diagnosticados no município, em fevereiro de 2014, muitas faltas têm sido registradas em razão do afastamento dos funcionários acometidos com a doença. Segundo o presidente da Associação Comercial do município, Assem Cameli, antes, os atestados médicos liberavam os funcionários por três dias, agora são sete dias de afastamento, o que causa um prejuízo para o comércio.

“Nós estamos constantemente com funcionários afastados. Entendemos a situação, pois sabemos que as pessoas ficam debilitadas. Essa doença está nos afetando, pois estamos com muitos desfalques no comércio. Com um número menor de funcionários a qualidade no atendimento fica reduzida”, disse.

Vanísia NeryDo G1 AC