CRM interdita hospital de Cabedelo devido a Infiltrações e alagamentos; Saúde nega
O Hospital Municipal Padre Alfredo Barbosa, da cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, foi interditado na manhã desta quarta-feira (10) pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) devido a problemas de infiltrações e alagamentos provocados pelas chuvas dos últimos dias. A unidade rebateu e, por meio de nota, disse que o hospital não foi interditado, mas sim "o trabalho dos médicos que atuam no local".
De acordo com o presidente do CRM-PB, João Medeiros, os médicos que prestam serviço na unidade comunicaram ao Conselho a interrupção no atendimento aos pacientes e os transtornos aos próprios funcionários devido à inundação em várias áreas importantes do hospital.
Devido à situação, o CRM constatou problemas em serviços no pronto-atendimento, enfermaria e sala de cirurgia.
“Só para se ter uma ideia, a sala de cirurgia está completamente inundada. O hospital tem diversas infiltrações e não tem condição nenhuma de funcionamento. A unidade está interditada até que os problemas detectados pelo setor de fiscalização do CRM sejam resolvidos”, avisou Medeiros.
As consultas e os atendimentos agendados com especialistas deverão ser transferidos para hospitais de João Pessoa. O problema no hospital de Cabedelo já havia sido denunciado na Assembleia Legislativa da Paraíba pelo deputado estadual Trócolli Júnior.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Cabedelo informou ao Portal Correio que vai divulgar uma nota sobre a interdição assim que a Secretaria de Saúde for notificada oficial pelo CRM.
Conforme a nota oficial publicada pela Secretaria Municipal de Saúde de Cabedelo na tarde desta quarta-feira (10), "as notícias veiculadas acerca da interdição do Hospital e Maternidade Municipal Padre Alfredo Barbosa não condizem com a verdade".
Segundo a nota, "os reparos no prédio da unidade estavam sendo executados a partir da coberta, quando ocorreram as fortes chuvas, entre os últimos dias 6 e 9, causando transtornos em parte dos serviços".
Ainda de acordo com a nota da SMS, "a direção hospitalar optou por desativar o Centro Cirúrgico e a Maternidade, medida que recebeu o aval do Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Corem-PB). Além disso, o número de atendimentos foi reduzido, desde segunda-feira (8), em conformidade com a análise de dois fiscais do CRM-PB: Gláucio Nóbrega e Walter F. Azevedo. Ambos concordaram pelo não fechamento da totalidade dos serviços, em atenção às demandas da população usuária, nos setores de urgência e emergência".
Por Hyldo Pereira




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