Ministério da Saúde vai convocar médicos cubanos para trabalhar na pandemia do novo coronavírus
João Gabbardo explicou que mais de 5 mil novos médicos devem atuar na atenção básica de todo país.
Secretário do Ministério da Saúde vai convocar médicos cubanos para a epidemia de Covid-19
João Gabbardo explicou que mais de 5 mil novos médicos devem atuar na atenção básica de todo país. Ele disse ainda que todos os médicos cubanos que estavam trabalhando no programa Mais Médicos e estudantes de medicina serão chamados.
Por GloboNews
Secretário do Ministério da Saúde vai convocar médicos cubanos para a epidemia de Covid-19
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou em entrevista ao Jornal GloboNews deste domingo (15) que o órgão vai convocar médicos cubanos que participaram do programa Mais Médicos para ajudar a controlar a epidemia do novo coronavírus.
Também serão chamados estudantes de medicina— a partir do sexto ano de curso —, para atuar na atenção básica de saúde.
De acordo com Gabbardo, a medida é para ajudar a repor parte da mão de obra médica que se perde durante o trabalho, já que os médicos também sofrem com a contaminação.
“A gente perde no transcorrer da doença. Mesmo que os sintomas deles sejam leves, eles têm que ser isolados para não ficar transmitindo a doença para os seus pacientes”, explicou.
“Esses cinco mil médicos que vão ser chamados, irão para a atenção básica de todo o país. E vamos fazer mais do que isso: nós vamos chamar a partir de amanhã (segunda, 16), todos os médicos cubanos que estavam trabalhando no programa inicialmente. Eles vão ser chamados. Assim como estudantes de medicina a partir do sexto ano e um chamado para médicos aposentados. Com certeza mais de cinco mil médicos”, afirmou.
Cobertura especial sobre o novo coronavírus
O novo coronavírus acendeu um alerta global. Como as autoridades estão agindo para conter a disseminação da Covid-19? O que a ciência já sabe e o que falta para encontrar a imunização? Como podemos nos proteger? Quais os impactos futuros na economia?
Para esclarecer todas as dúvidas e atualizar as notícias do Brasil e do mundo em tempo real, a GloboNews traz neste domingo (15) uma edição especial de seis horas, ao vivo, com a cobertura completa da pandemia.
A partir das 18h, Leilane Neubarth e Heraldo Pereira recebem alguns dos maiores especialistas em saúde do país, junto com o time de comentaristas no Rio, São Paulo, Nova York e Buenos Aires, correspondentes em oito países e repórteres espalhados pelas principais cidades brasileiras.
Direto de Nova York, o canal também traz a participação especial dos jornalistas do ‘Manhattan Connection’.
Comitiva de Bolsonaro na viagem aos EUA já tem 11 membros com teste positivo para coronavírus
Número inclui quatro integrantes da equipe de apoio, que está isolada desde o retorno ao Brasil. Testes de Bolsonaro e familiares deram negativo, mas há recomendação para novos exames.
Por Mateus Rodrigues, G1 — Brasília
Presidente da República, Jair Bolsonaro, em viagem aos EUA
Chegou a 11, neste domingo (15), o número de membros da comitiva do presidente Jair Bolsonaro na viagem aos Estados Unidos, na última semana, com teste positivo para o novo coronavírus.
A lista inclui quatro membros da "equipe de apoio" à viagem oficial. Segundo o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), toda essa equipe – seguranças, assessores de comunicação e de cerimonial, por exemplo – já tinha "optado por um regime de auto-isolamento" desde a chegada ao Brasil.
"Dentro desse grupo, quatro indivíduos apresentaram resultado positivo, porém todos eles estão com um quadro de saúde ainda assintomático. Dessa forma, cumprirão em suas residências o isolamento recomendado de 14 dias", informou o GSI em nota.
O gabinete aguarda a contraprova de um quinto membro da equipe, que recebeu "resultado inconclusivo" do primeiro teste. Todos os funcionários que prestaram apoio à viagem seguem em autoisolamento – o prazo para a liberação não foi informado.
O teste de Jair Bolsonaro deu negativo, mas o Ministério da Saúde recomendou que o exame seja refeito na próxima semana. Enquanto isso, a recomendação é para que Bolsonaro siga em "monitoramento".
Neste domingo, Bolsonaro quebrou a recomendação de cautela e participou de um ato a favor do governo e com críticas ao Judiciário e ao Legislativo. Ele chegou a apertar a mão de apoiadores em frente ao Palácio do Planalto.
Das autoridades que integraram oficialmente a comitiva presidencial, estão com o novo coronavírus:
o senador Nelsinho Trad (PSD-MS);
o encarregado de negócios do Brasil nos Estados Unidos, Nestor Forster, e
o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten.
Além deles, há três infectados que se encontraram com Jair Bolsonaro e autoridades brasileiras em Miami, durante a viagem:
o secretário Especial Adjunto de Comunicação Social da Presidência, Samy Libermam – "número dois" de Wajngarten na pasta;
o publicitário Sérgio Lima, que trabalha com a família Bolsonaro na criação do partido Aliança pelo Brasil;
a advogada de Jair Bolsonaro, Karina Kufa e
o prefeito de Miami, Francis Suarez.
Karina e Suarez chegaram a posar para fotos com Jair Bolsonaro durante a viagem oficial.
Resultados negativos
Na quinta (12), após o anúncio do diagnóstico positivo de Wajngarten, outras autoridades que também viajaram no avião presidencial ou se encontraram com a comitiva nos EUA deram início a uma rodada de testes.
A maior parte teve resultados negativos. Estão nesta lista o presidente Jair Bolsonaro, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, viajou para os EUA antes da comitiva e permaneceu em solo norte-americano ao fim da viagem presidencial. Em nota, o Itamaraty informou que a agenda foi cancelada após o diagnóstico de Fábio Wajngarten.
"Ernesto Araújo cancelou o restante da sua agenda em Washington e retorna a Brasília, onde observará todos os protocolos vigentes", disse a postagem em rede social. O teste dele também deu resultado negativo.
O deputado Daniel Freitas (PSL-SC) e o senador Jorginho Mello (PL-SC) também fizeram testes, e não estavam com o vírus.





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