PF faz buscas na casa e gabinete do governador do Mato Grosso do Sul
PF cumpriu mandados de busca e apreensão
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PF faz buscas na casa e gabinete do governador do Mato Grosso do Sul[/caption]
Operação da PF faz buscas na casa e no gabinete do governador Reinaldo Azambuja, de Mato Grosso do Sul
Operação Vostok apura suposto pagamento de propina a membros do governo em troca de créditos tributários a empresas. Reinaldo Azambuja (PSDB) é investigado no STJ, que autorizou a operação.
Por Ana Paula Andreolla e Camila Bomfim, TV Globo, Brasília
PF faz buscas na casa e gabinete do governador do Mato Grosso do Sul
Jornal Hoje
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e no gabinete do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), como parte da Operação Vostok, deflagrada na manhã desta quarta-feira (12).
A operação investiga o suposto pagamento de propina a representantes da cúpula do governo de Mato Grosso do Sul em troca de créditos tributários a empresas.
Um dos filhos do governador, Rodrigo Silva, foi preso, de acordo com a PF. O governo informou que estava analisando o impacto da situação e esperava a conclusão da operação para se pronunciar. Até a última atualização desta reportagem, o governo não havia se manifestado.
O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) e o conselheiro Márcio Monteiro do Tribunal de Contas do Estado também estão entre os alvos da ação da PF. A Assembleia Legislativa e o tribunal informaram que não foram comunicados sobre a operação e que vão se pronunciar após tomarem conhecimento. Zé Teixeira está no sexto mandato é candidato à reeleição.
Nesta quarta, às 15h (de MS), o G1 entrou em contato mais uma vez com a Assembleia e o Tribunal. Ambos informaram que só irão se posicionar sobre a operação assim que os depoimentos terminarem. Já o Governo do Estado disse que vai se posicionar até o fim da tarde.
A PF esteve na casa do governador e na sede do governo. Os agentes deixaram o apartamento de Azambuja carregando malotes.
A operação foi autorizada pelo ministro Félix Fischer do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Azambuja é alvo de investigações que tramitam sob sigilo no STJ. Ele é candidato à reeleição. Em pesquisa Ibope divulgada em 24 de agosto, aparecia com 39% das intenções de voto.
Em maio do ano passado, em depoimento de delação premiada, Wesley Batista, um dos donos do grupo JBS, disse que a empresa pagou propina para dois ex-governadores de MS, o deputado federal Zeca do PT e André Puccinelli (MDB), e a Reinaldo Azambuja para conseguir incentivos fiscais e, assim, pagar menos impostos.







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