Moro nega pedido de advogados para dois encontros com Eduardo Cunha

Eduardo Cunho será interrogado em setembro

[caption id="attachment_147943" align="alignleft" width="300"] O deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ) (Foto: Eraldo Peres/AP)[/caption] Moro nega pedido de advogados para terem dois encontros de 9 horas com Eduardo Cunha Por Matheus Leitão O juiz Sérgio Moro negou nesta terça-feira (28) um pedido apresentado pelos advogados do deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ). Eles queriam se reunir com o cliente por 9 horas nos dias 12 e 13 de setembro. O interrogatório de Cunha está marcado para o dia 14 de setembro e os advogados argumentaram que o espaço onde ele está preso dificulta a discussão sobre a estratégia para o depoimento. Ao analisar o caso, Moro determinou que o diretor do complexo onde Cunha está preso viabilize uma forma de o ex-deputado ter contato com a defesa fora do parlatório em pelo menos uma oportunidade, com duração total de duas horas, além das visitas normais no parlatório. "Quanto às alegadas dificuldades de comunicar-se com seu cliente no Complexo-Médico Penal, observo que Eduardo Cosentino da Cunha não está incomunicável. Conversa em parlatório é ademais conversa reservada, não havendo qualquer intromissão conhecida por parte das autoridades penitenciárias em conversas por parlatório", escreveu Moro no despacho. Entenda Eduardo Cunha vai depor sobre a suspeita de ter recebido propina em contratos para o fornecimento dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000. Além de Cunha, a ex-deputada e ex-prefeita de Rio Bonito (RJ) Solange Pereira de Almeida é investigada no caso. Eles negam as acusações.