Governo teme novas revelações

Governo tem cinco ministros com investigações em curso no (STF)

[caption id="attachment_127870" align="alignleft" width="300"]-27 Governo teme novas revelações No PMDB, o entendimento é que Sérgio Machado, para se livrar de acusações na Lava-Jato, entregou caciques do partido, como Sarney e Renan (Foto:TRANSPETRO)[/caption] Brasília. A divulgação da gravação do diálogo entre o ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, sobre a tentativa de barrar a Operação Lava-Jato, criou a primeira grande crise interna do governo interino de Michel Temer. Junto com o áudio, veio outra preocupação com a extensão do que mais poderia existir e que outras pessoas da cúpula do PMDB, com e sem ligações fortes com o Planalto, poderiam ser atingidas com as conversas. Interlocutores de Temer afirmam que ele não tem preocupação pessoal, mas que a mesma segurança não existe em relação a outros auxiliares. Caso haja novos problemas, a solução tende a ser afastamento imediato. Com a saída de Jucá, Temer agora tem cinco ministros com investigações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele questionou todos, quando foram convidados, se teriam alguma pendência judicial. A resposta de Jucá foi absolutamente tranquilizadora, assim como a dos demais, segundo interlocutores. Temer, então, avisou a cada um e repetiu isso, na primeira reunião ministerial, de que não aceitará qualquer tipo de desvio de ordem moral. Estratégia de Machado A preocupação no PMDB é grande. O entendimento é de que Machado, para se livrar das acusações das quais é alvo na Lava-Jato, entregou caciques do partido como o ex-presidente José Sarney (MA) e os senadores Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Edison Lobão (MA) e Jader Barbalho (PA). Segundo relatos, Sérgio Machado, que tem relação com o grupo há pelo menos 20 anos, chegou a tentar a realizar um encontro com Jader em São Paulo, que só não foi possível em razão de o senador, na ocasião, estar internado no Hospital Sírio Libanês. Apesar de não ter conseguido falar com Jader, integrantes da cúpula do Senado têm como certo que Renan e Sarney não escaparam das gravações. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa havia afirmado à Justiça Federal no Paraná que recebeu R$ 500 mil de Sérgio Machado - o dinheiro é suspeito de ser proveniente do esquema de corrupção na estatal.