Chapa alternativa para comissão do impeachment tem 35 nomes, diz líder
Para poder participar da eleição, chapa da oposição precisa de 33 nomes. Eleição dos integrantes da comissão está prevista para ocorrer nesta tarde.
O líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE) (foto divulgação) O líder do DEM na Câmara, deputadoMendonça Filho (PE), afirmou nesta terça-feira (8) que já tem 35 candidatos a chapa 'pro-impeachment' que a oposição pretende lançar para concorrer a vagas na comissão especial que analisará o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. Para poder participar da eleição do colegiado, que terá 65 vagas, uma chapa precisa contar com 33 indicações. A eleição está marcada para ocorrer após as 14h desta terça-feira (8), em sessão do plenário da Câmara. Antes disso, a oposição vai se reunir no gabinete da liderança do PPS para fechar as indicações. Até o momento, conforme Mendonça Filho, a chapa alternativa conta com a participação de parlamentares do DEM, PP, PPS, PMDB, PSDB, Solidariedade, PSC, PTB, PHS, PMB e PSD. De acordo com o líder do DEM, o número de adesões pode subir para 39 se o PSB aceitar participar, o que ainda está em negociação. O objetivo da chapa alternativa é compor um grupo com deputados do PMDB que são críticos ao governo Dilma, já que o líder da bancada na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), pretende apresentar apenas nomes mais em sintonia com o Palácio do Planalto. Na hora da eleição para a comissão especial, os deputados terão que escolher entre a chapa oficial e a alternativa. Os partidos que não tiverem indicações na chapa vencedora serão instados a apresentar as indicações para completar as vagas. Em seguida, esses nomes serão votados. Uma sessão da Câmara havia sido marcada para a noite desta segunda para eleger a comissão que irá analisar o processo. Inicialmente, os líderes partidários haviam entrado em acordo para não permitir candidaturas avulsas. No entanto, deputados da oposição e de uma ala do PMDB reivindicaram a possibilidade de lançar chapa avulsa. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), autorizou e decidiu postergar para esta terça o prazo de indicação de nomes e eleição para a comissão especial. A decisão foi criticada pelos líderes do PMDB, do governo e do PT. "É inaceitável. Essa comissão já começa inviabilizada. Está se permitindo uma briga interna das bancadas com indicação de membros para outra chapa", criticou Sibá. "É uma confusão! É a segunda mexida. O prazo para indicação era hoje às 14h. O presidente passou para 18h. Agora remarca para amanhã e permite que dentro de uma mesma bancada haja indicações para outra chapa. É inaceitável", disse o líder do PT, Sibá Machado (AC).






















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