13 policiais foram assassinados no CE em 2015: 'Não aguentamos mais'
Na madrugada desta quinta (12), PM foi assassinado ao proteger a mulher. Associação de Cabos e Soldados diz que vai acompanhar investigações.
Imagem reprodução/TV Do G1 CE, com informações da TV Verdes Mares A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar no Ceará afirma que vai cobrar de autoridades da segurança do Estado a investigação de 13 policiais assassinados no Ceará em 2015, 11 militares e dois policiais civis. "O número de mortes de policias é crescente por causa da violência, nós não estamos fora disso. Atuamos para salvar a sociedade, mas também estamos sendo vítimas. Mais um policial foi morto, mas fica a família, a família fica sofrendo. Nós vamos acompanhar de perto e cobrar das autoridades porque não aguentamos mais", diz o membro da associação Eliziano Queiroz. Na madrugada desta quinta-feira (12), o policial militar Valterberg Chaves Serpa foi assassinado ao proteger a mulher que foi assaltada. O policial chegou a entrar em luta corporal com o suspeito e foi baleado. A morte do policial pode estar relacionada a outros 11 assassinatos na Grande Messejana, em Fortaleza, segundo o chefe do Comando de Policialmento da Capital, coronel Francisco Souto. "Evidentemente, não se descarta a possibilidade de existir alguma represália por conta da morte do policial", diz. Além da possibilidade de represália pela morte do policial, Souto afirma que tem duas outras hipóteses para explicar a série de assassinatos. "Acreditamos que essas mortes podem estar relacionadas à morte de um traficante aqui da região, morto com 33 disparos, ontem no quarto anel viário. Outra linha de investigação é a prisão de um traficante aqui da Grande Messejana", explica. Doze homicídios, incluindo a morte do policial, foram registrados nos bairros Lagoa Redonda e Curió e na Comunidade São Miguel, em Fortaleza. Todas as mortes ocorreram entre a noite de quarta-feira (11) e madrugada de quinta-feira, de acordo com o relações públicas da Polícia Militar, tenente-coronel Andrade. Relatos dos assassinatos Segundo moradores da Grande Messejana, a série de assassinatos começou na madrugada desta quinta, por policiais fardados que invadiram residências da região. O comandante Francisco Souto não confirma a versão das testemunhas. "Arrastaram ele para fora de casa e atiraram nele e outro amigo dele que estava do lado de fora, já deitado no chão", diz uma moradora do bairro que teve um parente assassinado. "O meu genro estava deitado com a mulher grávida, puxou ele, atirou na cabeça e no peito", diz outra moradora. Um grupo tentou colocar fogo em um ônibus que passava no bairro, mas o motorista conseguiu sair do local", afirma outra pessoa, que alega que presenciou policiais fardados efetuando os disparos.




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