CPI do Carf ouve ex-conselheira e sócio de empresa investigados na Operação Zelotes

O Carf é um órgão do Ministério da Fazenda junto ao qual os contribuintes podem contestar administrativamente multas aplicadas pela Receita Federal

Foto: Edilson Rodrigues /Agência Senado Da Redação A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura denúncias de irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) deve ouvir na quinta-feira (1º) Meigan Sack Rodrigues, ex-conselheira da entidade, e Alexandre Paes dos Santos, sócio da empresa Davos Energia Ltda. Ambos são citados na Operação Zelotes, que investiga denúncia de que empresas, escritórios de advocacia e de contabilidade, servidores públicos e conselheiros do Carf criaram esquema de manipulação de julgamentos, para redução de multas de sonegadores de impostos. O Carf é um órgão do Ministério da Fazenda junto ao qual os contribuintes podem contestar administrativamente multas aplicadas pela Receita Federal. Ex-conselheira do órgão, Meigan Rodrigues havia sido convocada para reunião anterior da CPI, mas apresentou atestado médico e não compareceu. Ela é filha de Edson Pereira Rodrigues, ex-presidente do Carf, e sócia do pai em um escritório de advocacia. O lobista Alexandre dos Santos é suspeito de criar empresa de fachada para participar do esquema. Os requerimentos para a tomada dos depoimentos foram apresentados pelo senador José Pimentel (PT-CE). A CPI do Carf é presidida pelo senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e tem como relatora a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Criada em maio, teve seu prazo de investigação prorrogado até janeiro de 2016. Deliberativa Após a oitiva, a comissão deve votar requerimento de Ataídes Oliveira para realização de acareação entre Hugo Rodrigues Borges e Gegliane Maria Bessa Pinto. Em depoimento no último dia 3, Hugo Borges afirmou aos senadores que a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, após deixarem as pastas, frequentaram o escritório das empresas J. R. Silva e SGR Consultoria Empresarial, apontadas como peças principais do esquema de manipulação de julgamentos do Carf. Ex-funcionária da J. R. Silva, Gegliane é considerada uma testemunha-chave da investigação. Ela foi ouvida em audiência secreta no dia 30 de junho e, segundo revelou Vanessa Grazziotin na ocasião, prestou informações relevantes ao trabalho da CPI. Agência Senado