Barbalha-CE Autoridades debatem taxa de esgotamento sanitário
Mais de 5 mil domicílios não utilizam a rede sanitária
Barbalha existem apenas 26% dos domicílios que usufruem do esgotamento sanitário; existem 5.148 imóveis que poderiam estar usando a rede de esgoto e não usam: Aconteceu na tarde desta segunda-feira 14, no Cine Teatro Municipal Neroly Filgueira, uma Reunião de Trabalho-(reunião técnica) a convite do (MP) Ministério Público do Estado do Ceará, para tratar sobre o saneamento básico no município. Nesta reunião, estiveram presentes várias autoridades. Na mesa estava presentes a vice-prefeita, Maria Betilde Sampaio Correia; a Dra. Sheila Pitombeira, Procuradora de Justiça do Ceará; o procurador adjunto do município, Roberto Ruy Correia; representante da Agência Reguladora do Estado do Ceará, Geraldo Basílio; representante da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE), Carlos Rosas; do Diretor Regional da SEMACE (Superintendência Estadual do Meio Ambiente), Antônio Erminio Brasil, além de secretários municipais: de Desenvolvimento Econômico, Álison Uchoa; Educação, Cristiane Sampaio; da STDS – Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, Maria Tereza Amora e Polyana Silva Coimbra Cruz, de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. “Há uma responsabilidade do município a elaborar seu plano para dar através da Agência Concessionária, ou através de um serviço autônomo, a realização dos serviços de saneamento, estabelecer cronograma e sua implementação”, disse a procuradora de Justiça do Ceará. A Dra. Sheila adiantou ainda que a partir dessa reunião de trabalho, já falou com os secretários no sentido de demonstrar a preocupação com a realização de todas as tarefas. Ela adiantou ainda, que foi orientada de outros percalços e vai aprofundar sobre essas questões, e acredita, que em outra reunião, que possa acontecer antes de dezembro, as ações possam estar esclarecidas, e bem encaminhadas no sentido de efetivamente conseguir o alinhamento do município de Barbalha, as disposições da Lei de Política de Saneamento Básico. O engenheiro Geraldo Basílio representante da ARCE – disse que percebe a pouca percepção e, acrescentou que um sistema de esgotamento sanitário, só funciona se ele tiver na sua capacidade plena, quanto mais bem utilizada, melhor será seu funcionamento. “Barbalha é uma cidade de certa forma privilegiada, e se olharmos em termo de infraestrutura o Brasil é precário e, Barbalha tem em grande parte da cidade coberta por rede de esgoto, mas, dos 100% de rede, más só 20% estar sendo usada e toda essa infraestrutura, foi instalada com recursos da população”. O representante da Agência Reguladora do Estado do Ceará disse ainda, que o usuário tem que perceber que o uso do esgotamento sanitário, é para benefício dele próprio, no sentido de evitar doenças, e valorização do próprio imóvel cuja rua, passa a rede de esgotamento sanitário, e essas e outras questões a população tem que saber. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Alison Uchoa o encontro foi importante, ele resaltou o que já foi feito nos últimos dois anos, entre o Ministério Público, a CAGECE, a ARCE, Governo do Estado, a Academia através da UFCE e as prefeituras de Barbalha e Juazeiro, é uma mobilização, um projeto piloto no Brasil. “Alison Uchoa disse ainda que em momento algum isso aconteceu, ao ponto de mobilizar todos os atores envolvidos em busca de um saneamento básico de qualidade”. Todo trabalho em conjunto de conscientização, na maneira de encontrar um formato e poder conscientizar a população da importância do saneamento básico, e desta vez, foi um encontro que reuniu um corpo técnico, onde foi discutida a forma mais prática, menos onerosa e mais fácil de conseguir atingir a universalização do saneamento básico em Barbalha, finalizou Alison Uchoa. O representante da CAGECE, Carlos Rosas disse que toda questão da tarifa social, que a companhia criou para o pessoal de baixa renda, é justamente para possibilitar que todos tenham condições, na medida de condição de pagamento, de usufruir um serviço de qualidade para a sociedade. Carlos Rosa adiantou que, especificamente no caso de Barbalha, existem apenas 26% dos domicílios que usufruem do esgotamento sanitário; existem 5.148 imóveis que poderiam estar usando a rede de esgoto e não usam um investimento feito com o dinheiro da própria população e, que uma atitude individual, acaba prejudicando a coletividade, uma vez que não usando o serviço, estar usando a fossa séptica que vai contaminar a água subterrânea e a água de captação para tratar e distribuir toda subterrânea. Então a sociedade tem que ter uma conscientização; daquilo que não usufrui hoje vai gerar um prejuízo amanhã. Segundo Carlos Rosas, a tarifa que a CAGECE cobra é uma tarifa adequada ao poder aquisitivo, quem é de baixa renda terá a tarifa social, os outros padrões são diferenciados de acordo com a utilização: tarifa residência, normal, comercial e tarifa industrial. Situação atual em Barbalha: índice de utilização da rede de esgoto 26,2%; imóveis cadastrados 6.972; interligados 1.824; ligações tamponados 950; ligações factíveis 2.331; ligações sem interligação 1.867 e 5.148 imóveis não fazem uso da rede de esgotamento sanitário. Assessoria de Imprensa PMB Fotos:ClodoaldoAmaro














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