Sede do PT municipal é invadida em São Paulo, diz diretório

Vasculharam gavetas, mas não foi identificado furto, segundo o partido. É o 4º acontecimento contra imóveis vinculados ao PT neste ano.

Gavetas foram reviradas, segundo o diretório municipal do PT (Foto: Roney Domingos/G1) Do G1 São Paulo É o 4º acontecimento contra imóveis vinculados ao PT neste ano. A sede do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) na capital paulista foi invadida na madrugada desta segunda-feira (17), afirmou o partido. Peritos da Polícia Técnico-Científica estiveram no imóvel durante a tarde (veja no vídeo acima). O Boletim de Ocorrência foi registrado no 1° Distrito Policial da Sé, na região central. "Durante a invasão vasculharam gavetas e armários, e até o momento não foi identificado furto de pertences", diz nota do diretório. O presidente do diretório municipal do PT, Paulo Fiorilo, considerou "estranho" o fato de os invasores não terem levado nada. "Dessa vez entraram, mas não levaram nada. Porque se fosse para levar alguma coisa, poderiam levar monitor, HD, um monte de coisas. Não estamos descartando absolutamente nada. Estamos pedindo que a polícia apure para que a gente possa tomar as medidas cabíveis. É estranho porque a pessoa que entra e não leva. Queremos que a polícia apure e a partir daí a gente vai tomar uma decisão", afirmou. "O PT municipal entende que é preciso investigar e apurar o caso com prioridade, diante dos fatos que já ocorreram", continua o texto. "Esse é o quarto acontecimento, somente em 2015. O primeiro foi na sede do Diretório em Jundiaí, seguidos dos atentados à bomba nas sedes do Diretório Zonal - PT Centro e no Instituto Lula. Diante dessa situação é preciso que apure e punam os culpados", diz a nota. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a 1ª Delegacia Seccional já iniciou as investigações sobre o caso. "Imagens de câmeras de segurança serão solicitadas e as pessoas intimadas para prestarem depoimento", afirma a secretaria.

Armario com cartaz de Dilma Rousseff também teria sido remexido (Foto: Roney Domingos/G1)
Armário com adesivo de Dilma Rousseff também teria sido remexido (Foto: Roney Domingos/G1)
Outros ataques No dia 30 de julho, uma bomba de fabricação caseira foi arremessada contra o Instituto Lula, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, por volta das 22h. Um buraco e uma fissura foram abertos na garagem do imóvel. Não houve feridos. Para o Instituto, trata-se de um "ataque político". De acordo com o Instituto, uma câmera de segurança registrou que o artefato foi arremessado de dentro de um veículo que diminuiu a velocidade ao passar pela sede do Instituto. A princípio, não é possível identificar os responsáveis pelo ataque. Na tarde do dia 15 de março, vândalos teriam ateado fogo na sede do PT em Jundiaí (SP), segundo o partido. A polícia afirmou que a ação ocorreu durante a tarde, depois da manifestação na cidade contra o governo Dilma Rousseff que ocorreu pela manhã. O vidro foi quebrado e o muro da sede, que fica na rua Prudente de Moraes, foi pichado. De acordo com a direção do PT, foram queimados documentos, a cortina da recepção, mesa, cadeira e o teto de uma sala. A perícia foi chamada e a polícia vai pedir imagens de câmeras de segurança de empresas da rua para tentar identificar os autores do ataque. Até o momento, ninguém foi preso. Também em março, o Diretório do PT, no Centro de São Paulo, foi alvo de ataque à bomba. Em nota de repúdio, o partido diz que o “atentado não foi cometido somente contra o PT, mas contra o Estado Democrático de Direito”. O diretório fica na Rua São Domingos, na Bela Vista. O explosivo não deixou feridos, mas quebrou vidros e danificou a porta de entrada do prédio. Segundo o site do PT, não havia ninguém no imóvel na hora do ataque. A Polícia Militar registrou o ocorrido às 3h. Ainda não há suspeitos do crime. Sobre os ataques neste ano, a nota do partido diz que “são ações que ferem o direito legítimo às organizações sociais, políticas e religiosas, previsto em nossa Constituição e presente nas nações democráticas”. “Cabe a toda sociedade combater, repelir e condenar atos e atentados que visam destruir a democracia. Somente assim, poderemos fortalecer as instituições democráticas para continuar a trilhar um caminho de um país cada vez mais justo”, afirma o texto.