Janot promete criar postos no exterior para procuradores se for reeleito
Segundo Janot, a criação desses cargos segue "exemplos de sucesso".
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta segunda-feira (3) que, se for reconduzido ao cargo, vai criar postos no exterior para que procuradores atuem junto a autoridades internacionais no combate à corrupção. A declaração foi feita durante o debate entre os quatro candidatos ao cargo de procurador-geral da República em Brasília. O debate desta segunda-feira, o último antes da eleição, que ocorre na quarta-feira, reuniu os quatro candidatos à PGR: Raquel Dodge, Mário Bonsaglia, Carlos Frederico Vasconcelos e o próprio Janot, que tenta a recondução ao cargo. A atuação de integrantes do MPF (Ministério Público Federal) no exterior se intensificou no último durante a operação Lava Jato, que investiga irregularidades em contratos da Petrobras. Segundo o coordenador da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, desde o início da operação, o MPF já recuperou R$ 870 milhões oriundos de desvios. A maior parte desses recursos estava em contas secretas mantidas em países como a Suíça. Pelo menos R$ 139 milhões recuperados pelo MPF já foram devolvidos à Petrobras. Segundo Janot, a criação desses cargos segue "exemplos de sucesso". De acordo com o procurador, os procuradores serão "selecionados rigorosamente por meio de critérios objetivos para atuar na cooperação internacional". Atualmente, o MPF não mantém procuradores no exterior. Quando o órgão precisa contatar autoridades estrangeiras, como aconteceu no caso da operação Lava Jato, procuradores são enviados do Brasil para o país de destino. A ideia é manter procuradores em caráter permanente em alguns países. A lista dos países e a quantidade dos cargos a serem criados não foram divulgadas. A eleição para a PGR passa por quatro fases. A primeira é uma votação direta feita entre os próprios procuradores. Desse processo sai uma lista com os três mais votados. Neste ano, a eleição será no dia 5 de agosto. A segunda fase é a indicação feita pela Presidência da República. Em tese, a presidente pode indicar qualquer um dos três mais votados, mas desde que assumiu, Dilma vem indicando o candidato com o maior número de votos. A terceira fase é a sabatina do indicado pela Presidência pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O indicado deve ter o nome aprovado pela maioria absoluta dos integrantes da comissão. A quarta e última fase é a votação da indicação pelo Plenário do Senado. Para ter sua indicação efetivada, o escolhido por Dilma precisará da aprovação da maioria absoluta no Senado, ou, no mínimo, 41 votos. Fonte: UOL notícias




















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