Nenhuma denúncia de corrupção chegará perto de Dilma, diz Cardozo
Ministro da Justiça presta depoimento na CPI da Petrobras.
Ele foi chamado para explicar grampo encontrado na cela de Youssef. Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília Em depoimento à CPI da Petrobras nesta quarta-feira (15), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff, dizendo não ter dúvidas da honestidade dela. Ele acrescentou ter certeza de que nenhuma denúncia de corrupção chegará perto da presidente. Cardozo foi convocado à CPI para explicar a existência de uma escuta encontrada na cela do doleiro Alberto Youssef na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A PF abriu sindicância para apurar, mas o caso está sob sigilo. Durante a sessão, o ministro também acabou questionado sobre os desdobramentos da Operação Lava Jato. “Toda pessoa tem defeitos. Não está entre os defeitos da presidenta Dilma Rousseff a desonestidade”, afirmou. E completou: “Eu tenho absoluta certeza de que nenhum fato relacionado a desvio de dinheiro público, corrupção e improbidade chegará próximo da presidente Dilma Rousseff”. Ainda sobre a presidente, ele relatou aos deputados conhecê-la há vários anos e destacou que a honestidade de Dilma é reconhecida até mesmo pelos seus adversários políticos. “Aliás, até os seus próprios adversários em geral reconhecem que a sua honestidade é total”, disse. Durante depoimento, o ministro também foi questionado sobre uma reunião fora da agenda, articulada por ele, entre a presidente Dilma e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, na cidade do Porto, em Portugal, durante parada que a presidente fez na cidade portuguesa enquanto seguia para a Rússia. O objetivo do encontro, solicitado pelo presidente do Supremo, seria para tratar reajuste a servidores do Judiciário, recentemente aprovado pelo Congresso e que corre o risco de ser vetado pela presidente. No entanto, no Brasil, políticos da base aliada foram informados, de que a conversa foi ampla e incluiu entre os temas a Operação Lava Jato. Cardozo voltou a negar que a operação tenha sido tratada no encontro. Ele reconheceu que o encontro não constava da agenda, mas negou ver problema na reunião realizada entre chefes de poder fora do país. “Eu não vejo absolutamente anormalidade em chefes de poder conversarem aqui no Brasil ou em qualquer outro lado do mundo”, respondeu. Ele justificou que as agendas dessas autoridades “não são facilmente harmonizadas”.













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