Quatro cidades do Ceará passam a ter IDH 'alto', segundo estudo
Fortaleza, Sobral, Crato e Eusébio são as cidades do Ceará com IDH 'alto'.
A população de crianças de 6 a 14 anos que não frequentam a escola reduziu-se para 4,77% em 2010. Em 2010, todas as cidades do estado tinham IDH 'médio' ou menor. Do G1 CE Quatro cidades cearense entram na lista de município com nível "alto" de índice de desenvolvimento humano (IDH): Fortaleza, Sobral, Crato e Eusébio. Os dados fazem parte do Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, elaborado pela Fundação João Pinheiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), lançado nesta quarta-feira (1º), com informações relativas a 2010. No ranking do ano 2000, Ceará não tinha nenhuma cidade com índice de IDH "alto". Dos 5.565 municípios do país, Fortaleza, a cidade cearense mais bem rankeada, aparece na posição número 467. Na escala do Atlas, a Megião Metropolitana de Fortaleza passou de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) médio para alto. Segundo o estudo, a diferença em termos da esperança de vida ao nascer é de mais de 10 anos, dependendo da região. Isso significa que a criança que nasce em uma área pobre da cidade, possivelmente, viverá uma década a menos que aquela que nasce em um bairro mais rico. O IDH levou em consideração três indicadores destas regiões: Vida longa e saudável (Longevidade), acesso ao conhecimento (Educação) e padrão de vida (Renda). Em relação ao primeiro indicador, que é medida pela expectativa de vida ao nascer, calculada por método indireto a partir dos dados dos Censos Demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A região com maior expectativa de vida, entre as quatro divulgadas nesta manhã, é a do Vale do Paraíba, que vai de 70 a 81 anos. De acordo com o Atlas, no campo da educação, a análise da situação nas diversas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) (bairros) revela que enquanto, em algumas áreas, mais de 90% das pessoas com 18 anos ou mais possuem o ensino fundamental completo, em outras áreas esse percentual fica entre 30% e 40%. Sobre a renda per capita média mensal das pessoas, a situação de desigualdade também aparece de forma marcante. Até então, a plataforma contava somente com 16 Regiões Metropolitanas (Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Distrito Federal, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, São Paulo e Vitória) disponibilizadas em 2014. Vulnerabilidade O percentual de indivíduos que viviam em domicílios onde não há moradores com ensino fundamental completo, mesmo apresentando uma queda de 37% em relação a 2000, ainda era de 27,16% do total da população em 2010. O menor e o maior percentual observados para as UDHs em 2010 apresentavam grande dispersão: 1,10% e 51,10%, respectivamente. Destacando a população de crianças (com até 14 anos) em domicílios com essas características, seu percentual caiu cerca de 31%, partindo de 52,03% em 2000 para 35,69% em 2010. Enquanto as UDHs Aldebaran e Ponta Verde têm apenas 0,40% de crianças nessas condições, a UDH Município de Messias alcança o valor mais alto com o percentual de 61,09%.Local onde se vive interfere na longevidade (Foto: Jonathan Lins/G1) Mortalidade A taxa de mortalidade na infância (crianças até 5 anos) reduziu-se de 57,86 óbitos por mil nascidos vivos para 23,57 óbitos, promovendo o alcance de uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (diminuição da taxa de mortalidade na infância em dois terços entre 1990 e 2015). A mortalidade até 1 ano, um dos componentes da taxa de mortalidade na infância, teve queda, saindo de 45,40 óbitos por mil nascidos vivos em 2000 a 21,60 óbitos por mil nascidos vivos em 2010. Vulneráveis à pobreza Segundo o Atlas, a proporção de vulneráveis à pobreza na Região Metropolitana de Fortaleza em 2010 era de 37,06%. Vulneráveis à pobreza são indivíduos com renda domiciliar per capita igual ou inferior a meio salário mínimo. Em 2000, a proporção observada era de 60,04%. Contudo, a grande disparidade entre os resultados para as UDHs deve ser observada. Enquanto nas UDHs Aldebaran e Ponta Verde há menos de 1% de sua população em tais condições, cerca de um terço das UDHs apresentam resultados superiores a 50%. O valor mais alto verificado foi de 73,98%.




















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