Presidente da CPI, peemedebista dá aval para Vaccari depor no dia 9
Data foi marcada por deputado do PSDB que é vice-presidente da comissão.
Foto:Sérgio Castro/Estadão Conteúdo Relator da CPI, petista disse que objetivo é inflar protesto do dia 12 de abril. Do G1, em Brasília O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), confirmou nesta quinta-feira (2) que manterá para o dia 9 de abril o depoimento na comissão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, acusado de recolher propina de contratos da Petrobras para abastecer campanhas do partido. QUEM JOÃO VACCARI NETO Tesoureiro do PT desde 2010, Vaccari é acusado de corrupção e lavagem de de dinheiro. Segundo delatores da Operação Lava Jato, que apura desvio de dinheiro da Petrobras, Vaccari intermediou para o PT doações oriundas de propina cobradas de contratos entres fornecedores e a Petrobras. Vaccari e o PT negam e afirmam que todas as doações ao partido são legais. A data foi marcada pelo vice-presidente da comissão Antonio Imbassahy (PSDB-BA) na última terça (31) e contrariou o PT, que acusou o tucano de agendar o depoimento para inflar o protesto contra o governo marcado para o dia 12. Por meio de sua assessoria, Motta disse que a decisão de Imbassahy "tem amparo regimental e deve ser respeitada, já que ele estava na condição de presidente [da CPI] no dia que anunciou". "É uma praxe minha não desautorizar os demais membros componentes da mesa. Manterei o cronograma estabelecido pelo presidente em exercício, Imbassahy, acreditando que Vaccari virá em uma boa hora para a CPI e terá a oportunidade de esclarecer as diversas acusações feitas, inclusive na primeira oitiva realizada por esta CPI", afirmou o peemedebista. Motta esteve ausente nesta semana na sessão que decidiu a data para fazer uma viagem à Itália previamente marcada. Desde o início CPI, algumas de suas decisões têm contrariado o PT, responsável pelo relatório final a ser apresentado ao final da investigação. Uma delas foi designar sub-relatores de outros partidos para dividir o trabalho com o relator, o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). Na última terça, o petista protestou contra a decisão de Imbassahy em marcar o depoimento para o dia 9. Luiz Sérgio havia proposto que Vaccari fosse ouvido no dia 23. "Estão querendo fazer uma manifestação no dia 12 e [essa inversão serve] para que a CPI possa ser objeto de propaganda. Então, essa manobra atesta de forma clara e objetiva que nem todos os membros da CPI estão com o mesmo objetivo de investigar", afirmou o petista após a decisão, na terça. Imbassahy reiterou sua posição e disse que "a decisão é prerrogativa do presidente". "Não há nenhuma ação na direção partidária", afirmou, acrescentando que iria confirmar a data com Hugo Motta. Ainda na terça, porém, a data já havia sido confirmada pela Secretaria-Geral da CPI.




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