Deputado defende que Exército assuma obras da Transposição
O parlamentar também quer convocar o ministro da Fazenda para ele esclarecer se o projeto sofrerá cortes
TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO O deputado Raimundo Gomes de Matos está como o coordenador da comissão externa para acompanhar as obras de transposição FOTO: FERNANDA SIEBRA O coordenador da comissão externa para acompanhar as obras de Transposição do Rio São Francisco, o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB), sugere que o Batalhão de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro dê continuidade às intervenções, uma vez que há demora no prazo de entrega pelo Governo Federal. O parlamentar frisou que quer convocar o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, porque segundo disse, o gestor está determinando cortes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a Transposição teria entrado nos cortes. "O Governo tem gastado bilhões com carro-pipa com água de má qualidade. Será que existe maracutaia das empresas? Nós temos que ter água para o consumo humano, para a irrigação e para a indústria", enfatizou. As reuniões do colegiado acontecerão às terças-feiras na Câmara Federal, e logo após colherem informações com as pastas, os parlamentares visitarão os Estados por onde as obras passam. Ele disse que é preciso saber quanto a União deve para as empreiteiras, pois funcionários estariam sendo retirados do campo de trabalho devido à falta de pagamento por parte do Governo. "Vamos chamar o comandante da engenharia, porque não pode ficar sempre essa dificuldade para o Nordeste brasileiro", defendeu, afirmando ainda que o Governo Federal não tem interlocução com aliados, o que deixado a gestão de Dilma Rousseff em situação crítica. Após a instalação da comissão, na semana passada, os deputados já designaram algumas atividades previstas para a próxima terça-feira, como a ida dos ministros da Integração Nacional, Gilberto Magalhães Occhi, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, além de representantes da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Secretários O segundo passo, segundo Gomes de Matos será ouvir os secretários de estado responsáveis pelas obras, para que o colegiado fique ciente sobre o que está em sintonia no que disseram os ministros e os gestores estaduais. "Em relação ao Cinturão das Águas, no Ceará, o Governo do Estado investiu dinheiro, mas essa obra só vai funcionar se chegar água do São Francisco. Quanto já foi investido? Quais os trechos acabados? Qual a previsão do Governo para conclusão das obras? Muitos deputados têm nos dito que os secretários estão desaquecendo os canais de integração porque a água só vai vir em 2017", disse. Ele lembrou ainda que, no Nordeste, o Ceará é o Estado que mais investiu em obras esperando a Transposição do São Francisco. O Ministério Público da União e o Tribunal de Contas da União também devem ser ouvidos, para passar informações pertinentes sobre o encaminhamento das intervenções. Além de coordenador da comissão externa da Transposição, o deputado cearense é o relator da comissão externa que vai acompanhar o cancelamento dos projetos de instalação das refinarias Premium I e II, no Maranhão e Ceará. O colegiado é formado por dez membros, e deve ouvir o Ministério Público, prefeitos e governadores que estiveram responsáveis pelo encaminhamento das negociações com o Governo Federal. No Ceará, conforme ressaltou o parlamentar, houve investimento do Governo do Estado, e o dinheiro deve ficar parado em virtude da não condução das obras. Os prefeitos de Caucaia e São Gonçalo do Amarante devem ir a Brasília para prestarem esclarecimentos. Segundo Matos, em caso extremo, pode-se autorizar que as refinarias sejam tocadas através de investimentos privados, pelas chamadas Parcerias Público-Privada.




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