Camilo poderá contar com US$ 62 mi do Banco Mundial
ATÉ MARÇO
O Governo do Estado do Ceará poderá contar com US$ 62 milhões (aproximadamente R$ 150 milhões) provenientes do Banco Mundial, até março de 2015, caso conclua no período a elaboração de estratégias de desenvolvimento econômico junto ao setor privado, à academia e a representantes da sociedade civil, e essas diretrizes sejam incorporadas pelo governador Camilo Santana, em seu mandato.
A informação foi concedida pelo diretor geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Flávio Ataliba, que esteve presente ao workshop "Construção da Visão de Futuro para a Estratégia de Desenvolvimento Econômico do Ceará", realizado, ontem, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
A ocasião fez parte do conjunto de ações que envolvem a elaboração do documento "Estratégia inicial de desenvolvimento econômico para o Estado do Ceará, a partir do fortalecimento do setor produtivo, apoiada em inovação e com foco na formação de recursos humanos", que deve ser concluído até o mês de março do próximo ano, e entregue ao futuro governador, para que o Banco Mundial autorize o repasse ao Estado.
O montante de R$ 150 milhões é referente ao Programa para Resultados (PforR - Program for Results), operação de crédito contratada pelo Governo estadual, junto ao Banco Mundial em dezembro do ano passado, que prevê um total de US$ 350 milhões, em empréstimos ao Ceará, até o final de 2017. Deste valor, US$ 94 milhões já foram liberados.
Os desembolsos são realizados pelo Banco Mundial à medida em que o Estado cumpre melhorias sociais e econômicas com base em três pilares: crescimento econômico, redução das desigualdades sociais e sustentabilidade ambiental.
Metas
"São recursos que vêm para o Governo com base em metas comprovadas, isso é o mais importante. É um recurso que não vem carimbado, o governador pode utilizá-lo da forma que achar mais conveniente, mas o Banco Mundial precisa ter a certeza de que esse recurso está sendo discutido entre as secretarias e de que haja uma sinergia com o pensamento estratégico do empresário", ressalta o primeiro vice-presidente da Fiec, Alexandre Pereira.
Apoio
O especialista em Desenvolvimento do Setor Privado do Banco Mundial, Cristian Quijada Torres, destaca que o objetivo do PforR é dar o apoio técnico para que o Estado possa pôr em prática estratégias, e não apenas elaborá-las. "Muitas vezes você observa que esses exercícios de diálogo privado são iniciados, convoca-se todo mundo, mas depois acabam não resultando em nada. Nós queremos evitar isso", ressalta Torres.
O representante da instituição financeira afirma que ainda não há como avaliar se o Ceará cumprirá as diretrizes para receber todos os recursos do Banco, mas está otimista.
"É um pouco cedo para nós falarmos do alcance de metas, porque nós estamos no primeiro ano de implementação do projeto. Não dá para dizer ainda se as metas vão ser alcançadas ou não, mas acho que existe grande possibilidade", destacou Cristian Quijada.




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