No Facebook, Dilma diz que não pode haver 'muro' entre governo e oposição
Para ela, rivais tiveram menos votos e 'foram indicados para a oposição'.
Após ser alvo de uma onda de manifestações nas redes sociais questionando o resultado da eleição presidencial, a presidente reeleita Dilma Rousseff afirmou, em sua página oficial no Facebook, que o fato de ela ter vencido a disputa pelo Palácio do Planalto não significa que será construído um "muro" entre o governo e a oposição. Na mensagem publicada na quarta-feira (5) na rede social, a petista destacou que, na democracia, "uns vão para oposição, outros vão para situação".
Em seu primeiro pronunciamento como presidente reeleita, no dia 26 de outubro, a petista havia ressaltado que estava "disposta ao diálogo". Nesta quarta-feira (5), em discurso na tribuna do Senado, o candidato derrotado do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou que um eventual diálogo com a petista dependerá das investigações de denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras.
Na internet, Dilma voltou a mencionar a expressão "saber perder", a exemplo do que já havia feito em discurso, no mesmo dia, em um evento no Palácio do Planalto, quando disse, sem citar nomes ou fatos específicos, que o ressentimento de quem havia perdido as eleições era falta de compreensão da democracia.
"O resultado da eleição foi o seguinte: eu fui eleita situação. Reeleita presidente. E eles tiveram menos votos e foram indicados para a oposição. É isso que é a democracia. A democracia faz esse processo: uns vão para oposição, outros vão para situação. É da vida. Saber perder é saber em que ponto você está. Não significa que nós vamos construir um muro entre nós", escreveu Dilma no Facebook.
A presidente da República ressaltou ainda que os eleitores, ao contrário dos políticos, não se dividem em oposição e situação. Segundo ela, os eleitores "não são de ninguém".
"Os eleitores não são de ninguém. Não são meus. Os eleitores são os brasileiros que nós temos que dar conta do que eles querem a partir de agora. Cada um de nós. — se sentindo responsável", complementou a chefe do Executivo na rede social.
Do G1, em Brasília




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