Lula nega convite a Armínio Fraga e diz que Aécio mente

PARA BANCO CENTRAL

São Paulo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota ontem, para negar que tenha convidado o então presidente do Banco Central, Armínio Fraga, para continuar no cargo quando venceu as eleições de 2002. Para Lula, Aécio "mentiu no debate da TV Bandeirantes".

"Nunca fiz esse convite. É lamentável um candidato falsificar fatos históricos em um debate para a Presidência da República", escreveu o ex-presidente. A possibilidade de permanência de Armínio no posto ou a sua colaboração com o governo do PT foi noticiada algumas vezes pela imprensa durante a campanha presidencial de 2002.

As reportagens informavam que o comando do PT considerava importante esta sinalização para dar credibilidade ao novo governo. A informação, porém, nunca foi confirmada oficialmente por Lula nem por Armínio. Em 13 de dezembro de 2002, dia em que anunciou Henrique Meirelles como seu presidente do Banco Central, Lula agradeceu publicamente a Armínio pelo seu comportamento e o trabalho em parceria com Antônio Palocci, que chefiava a equipe de transição. "Agradeço o comportamento do atual presidente do BC, Armínio Fraga", disse Lula em matéria do jornal "O Estado de São Paulo".

'Ódio e rancor'

O candidato à Presidência do PSDB, Aécio Neves, disse também ontem que é vítima de uma campanha de ódio e rancor de sua adversária, a presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, a candidata petista está desesperada e tem dito "mentiras, infâmias e calúnias" sobre a área da educação em Minas Gerais.

"Nós estamos assistindo, do outro lado, uma campanha desesperada. Uma campanha que não consegue olhar para o futuro. Ela olha para o passado. Cada hora uma mentira, uma infâmia e uma calúnia", disse.

Aécio afirmou que outras figuras políticas como Eduardo Campos (PSB), Marina Silva (PSB), Geraldo Alckmin (PSDB) e José Serra (PSDB) também foram alvos do ataques do PT em diferentes campanhas eleitorais "É o modus operandi do PT. Minas Gerais é o Estado que tem o maior número de municípios em todo Brasil e temos a melhor educação fundamental do Brasil", disse. O presidenciável participou de encontros com prefeitos de municípios paulistas em Santana (zona norte de São Paulo).

Ele prometeu que caso seja eleito a união apoiará Estados e municípios para garantir o pagamento do piso salarial para os professores do país. Aécio se comprometeu ainda a universalizar, até 2016, o acesso de crianças de até quatro anos nas pré-escolas e flexibilizar os currículos do ensino médio, adaptando-os as diferentes realidades do país.