CE Promotores chegam às suas zonas no Interior

FISCALIZAÇÃO DO PLEITO

A preparação da Procuradoria Regional Eleitoral para esta última semana de campanha eleitoral vai se intensificar com o reforço de promotores que irão para os municípios do Interior fiscalizar, principalmente, possíveis atos de compra de votos e abuso de recurso públicos para objetivos eleitoreiros. Ao todo, um total de 84 novos promotores nomeados na última quarta-feira irão para as regiões em que há uma maior tendência para a eclosão de problemas antes ou durante o pleito.

O procurador eleitoral, Rômulo Conrado, esclareceu que, desse total de promotores, 49 irão para os municípios que são sede de zonas eleitorais, enquanto os outros 35 se espalharão por outras cidades de acordo com a demanda. "Foram 84 nomeados, mas nem todos esses promotores foram nomeados para municípios que são sede de zona eleitoral. Na verdade, 49 vão para as sedes de zona e os outros vão atuar em auxílio", explicou.

Os novos promotores não têm experiência na atuação eleitoral, no entanto, Rômulo Conrado negou que isso seja o empecilho à atuação do Ministério Público Eleitoral ao citar o papel das juntas eleitorais nesse processo. "Alguns têm e outros não, mas todos os municípios têm juntas eleitorais. Nesses casos, já a partir da quinta-feira, haverá também promotores e juízes atuando", alegou o procurador.

Rômulo Conrado evitou citar quais municípios receberão esse reforço, mas revelou que os principais colégios eleitorais do Estado deverão concentrar os esforços da Procuradoria e algumas cidades com situações específicas também contarão com esse auxílio já na próxima semana.

Planejamento

"Historicamente, os municípios maiores sempre têm também um maior número de flagrantes e etc, mas também são municípios diversos presentes em diferentes regiões.

Quanto ao restante do planejamento para esta última semana, Rômulo Conrado destacou que ainda pretende se reunir com representantes da Polícia Federal, Militar e Civil para definir quais municípios há maior demanda. "Nessa semana, a gente deve se reunir com esses órgãos. A gente tem recebido algumas demandas de promotores apontando que, em determinados municípios, há situações mais graves. Então, nesses casos, a gente vai tentar com esses órgãos de segurança um organizar um maior número de pessoas atuando nesses lugares", ressaltou o procurador.

Os principais problemas destacados pelo procurador que devem exigir maior atenção do Ministério Público Eleitoral, segundo Rômulo Conrado, são a compra de voto e o abuso no uso de recursos públicos para beneficiar os candidatos no pleito. De acordo com ele, os dois casos têm dominado a razão das denúncias apresentada até este momento da campanha.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, aproximadamente 535 denúncias foram registradas e, em pelo menos 90 delas, foram instaurados processos administrativos para investigar. Rômulo Conrado afirmou que, na comparação com 2012, o número de denúncias é menor, mas a gravidade delas é maior, tornando este pleito mais complicado.

Rômulo Conrado também responsabilizou a grande estrutura jurídica montada pelos candidatos Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) como uma das razões para a intranquilidade citada por ele neste pleito.

"O número de processo de um contra o outro sob os fatos mais variados é significativo. Às vezes, uma coligação aponta na outra a mesma coisa que ela fez. Certamente, houve a formação de uma estrutura jurídica muito robusta e qualificada", disse, ressaltando a intensificação nesta reta final.