Polícia faz operação de busca e apreensão na prefeitura e instituto de previdência de Paraipaba

Polícia recolheu documentos relativos a dois anos de licitações e contratações.

Polícia faz operação de busca e apreensão na prefeitura e instituto de previdência de Paraipaba, litoral do CE Moradores soltam fogos perto da prefeitura durante operação, que recolheu documentos relativos a dois anos de licitações e contratações. Por G1 CE Populares comemoram os mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Paraipaba, no Ceará [caption id="attachment_157013" align="alignleft" width="300"] As buscas começaram no início da manhã desta terça-feira (22) na sede da prefeitura e no Instituto de Previdência de Paraipaba — Foto: Arquivo Pessoal[/caption] A Polícia Civil do Ceará apreendeu, na manhã desta terça-feira (22), toda a documentação relativa a contratações e licitações dos anos de 2017 e 2018 realizadas pela Prefeitura de Paraipaba, na costa oeste do Ceará. A operação de busca e apreensão ocorreu nas sedes do poder municipal e do Instituto de Previdência da cidade. O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Paraipaba, mas as ligações não foram atendidas. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão em uma residência na cidade de Pacajus, mas não foi divulgado quem é o proprietário da casa. Imagens gravadas pela população registraram o momento em que moradores da cidade de Paraipaba soltam fogos perto da prefeitura durante a operação. “Eu estava em frente a prefeitura e acompanhei tudo. Tinha cerca de 200 pessoas acompanhando a apreensão. Estavam comemorando a polícia ter aparecido”, conta um morador da cidade, de 25 anos, que preferiu não se identificar. As investigações de crimes contra a administração pública duram cerca de um ano e apuram fraudes em licitações, contratações fraudulentas, superfaturamento em notas, notas frias, irregularidades em dispensa de licitação, associação criminosa, entre outros, de acordo com nota da Polícia Civil. O material passará por perícia e servirá como base para a continuação da investigação desenvolvida. A investigação é feita pelo Departamento de Recuperação de Ativos (DRA), da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), com o apoio da Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCCLD).