Quinta vítima de fuzilamento por PMs é enterrada na noite desta segunda-feira
Ele foi a última das cinco vítimas metralhadas por policiais militares no Complexo da Pedreira, neste sábado, 28 de novembro, a ser enterrada.
Pai do jovem assassinado acompanha o carro da funerária Foto: Luã Marinatto Luã Marinatto O corpo de Cleiton Corrêa de Souza, de 18 anos, foi enterrado na noite desta segunda-feira, no Cemitério de Irajá, após protesto realizado por parentes para que o sepultamento fosse realizado ainda nesta data. Ele foi a última das cinco vítimas metralhadas por policiais militares no Complexo da Pedreira, neste sábado, 28 de novembro, a ser sepultada. Com o cemitério às escuras, o sepultamento foi realizado com o farol do carro da funerária. O veículo seguiu à frente, com o caixão no porta-malas aberto. Cerca de 40 amigos e parentes de Cleiton acompanharam o automóvel no cortejo. O enterro estava previsto para 16 horas, mas por questões burocráticas, o corpo teria sido liberado pelo IML por volta das 17h30. Como o cemitério fecha às 18 horas, o sepultamento do corpo de Cleiton teria que ser adiado para terça-feira. Ao EXTRA, a mãe de Cleiton, Mônica Aparecida Santana Corrêa, contou que, na noite deste domingo, a família já tinha feito o reconhecimento do corpo. Ela lamentou a demora para o sepultamento do rapaz. - Vou ter que enterrar meu filho no escuro, só com a luz da lua. Nem a comunidade vai estar mais aqui. É muito descaso - disse. A família do rapaz chegou a fechar as ruas em volta da Praça Nossa Senhora da Apresentação, na entrada do Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio. Os próprios parentes de Cleiton pediram para liberarem a rua e ninguém quebrar ônibus. Eles ficaram posicionados em frente ao portão do cemitério para evitar que o local seja fechado às 18h. Segundo os parentes da vítima, o atraso na liberação do corpo foi provocado pela burocracia. O presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse que a família de Cleiton não tinha recursos para pagar o enterro e precisou esperar o governo estadual se prontificar a bancar as despesas. Os parentes dos outros quatro jovens mortos conseguiram se mobilizar e pagar o sepultamento. - A gente queria que todos fossem enterrados juntos, mas disseram que o cemitério fecha às 18 horas. Só sei que, se meu filho ja tiver chegado, não vamos deixar fechar. Ele é diferente dos outros? Só quero enterrar meu filho. A culpa disso tudo nao é da família - disse a mãe de Cleiton, Mônica Aparecida Santana Corrêa. O enterro estava programado para 16h, mas o corpo de Cleiton saiu do IML apenas às 17h30. Amigos e parentes do jovem estão revoltados com a situação.





















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