Polícia apura se mãe é coautora em crime de suposto estupro das filhas
Possível coautoria é atribuída a tentativa de fazer a filha mudar depoimento. Padrasto das vítimas, entre 4 e 11 anos, foi preso em Oiapoque, no Amapá.
Radialista foi preso em Oiapoque, suspeito de estupro (Foto: Reprodução/TV Amapá) Abinoan SantiagoDo G1 AP A Polícia Civil do Amapá investiga a possível coautoria da mãe de duas das três garotas que teriam sido estupradas pelo padrasto de 42 anos, em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. A possível coautoria é atribuída a tentativa da mulher em fazer a filha, de 4 anos, mudar o depoimento após presenteá-la com um tablet. A informação da possível interferência da mãe nas investigações chegou à delegacia pela equipe de psicólogos que acompanha as crianças com idades de 4, 7 e 11 anos. O delegado Charles Correa descartou que a defesa da mulher em relação ao esposo ocorra por medo dele. Ele considerou a atitude como um ato de "paixonite" entre o casal. A Polícia Civil descobriu que o suspeito, radialista identificado pela Rede Amazônica no Amapá pelo nome de Renderson Renato, procurava ter relações com mulheres propositalmente separadas e com filhas. A intenção era ter intimidade para abusar das filhas, segundo a investigação. A atual esposa é mãe das meninas de 4 e 7 anos. A vítima mais velha, de 11 anos, é filha de uma ex-mulher do suspeito. As garotas mais novas estão sob a guarda provisória de tios depois de levantada a suspeita da mãe. "A esposa atual do radialista está defendendo o cara. A psicóloga apontou que a mãe está tentando atrapalhar, dando tablet para menina de 4 anos. A garota até disse 'olha vou mudar minhas informações, tia, porque ganhei um tablet da minha mãe e do meu padrasto'. Assim as garotas estão com outros parentes com acompanhamento do Conselho Tutelar", explicou o delegado Charles Correa. De acordo com a Polícia Civil, em caso de comprovação da omissão da mãe, ela pode responder como coautora do crime. "Eu adverti a mãe e pode ser atribuído a coautoria porque a omissão rende uma ação. Se eu concluir que ela se omitiu deliberadamente, vamos indicar pela co-autoria por estupro de vulnerável. Ela não tem medo do marido. É paixonite mesmo, está ceguinha", comentou o delegado de Oiapoque. Crime O radialista Renderson Renato, de 42 anos, foi preso na quinta-feira (26) e está no Centro de Custódia de Oiapoque suspeito de estupro de vulnerável. Segundo as investigações, o radialista procurava propositalmente mulheres separadas e com filhas para se relacionar. O intuito, conforme a polícia, era se aproximar e abusar das filhas dessas mulheres. O primeiro caso teria sido contra uma menina de 5 anos, que hoje tem 11 anos, filha da primeira mulher do radialista. Ele foi preso após a mãe da atual esposa desconfiar da atitude da neta de sete anos que morava na casa do suspeito. Após as suspeitas da avó, ela teria entrado em contato com a primeira ex-mulher do radialista, que levou a filha de 11 anos à delegacia. Exames de conjunção carnal comprovaram os abusos em todas as vítimas, segundo a Polícia Civil. Elas são acompanhadas pelo serviço social da cidade e Conselho Tutelar.





















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