Durante protesto, PM atira contra manifestante em Recife
O movimento Ocupe Estelita quer evitar a construção de prédios no terreno onde existem imóveis considerados de valor histórico para a cidade
REPRODUÇÃO YOUTUBE Momento em que policial militar efetua disparo com bala de borracha contra um manifestante Um policial militar do Batalhão de Radiopatrulha atirou em direção ao rosto de um manifestante durante protesto do movimento Ocupe Estelita na noite de quinta-feira (1º), no Recife. Vídeos que foram divulgados nas redes sociais mostram o momento em que os manifestantes levantam uma faixa para passar sobre dois policiais que estavam na rua, em frente à passeata. A faixa encosta no boné de um dos policiais, que reage e dispara um tiro de bala de borracha em direção ao rosto do estudante Leonardo Ferreira, 21. Segundo manifestantes que estavam no protesto ouvidos pela reportagem, os policiais que acompanharam o ato tentavam “provocar” os manifestantes desde o início do ato. “Foi arbitrário, o policial atirou sem ter nenhuma troca de palavras. Não consigo pensar em outro motivo que não o racismo, porque o Leonardo era o único negro que estava na frente”, disse o estudante Pethrus Cavalcante, 23. Em nota, o Comando Geral da Polícia Militar afirma que determinou o afastamento do policial envolvido e que ordenou “a apuração rigorosa dos fatos”. “De imediato, o comando já determinou a apuração rigorosa dos fatos, que considera lamentável e equivocado. Até que sejam concluídas as apurações, já foi determinado ao comando do BPRP (Batalhão de Radiopatrulha) que afaste o policial militar envolvido no episódio das ocorrências de mesma natureza.” Histórico O cais José Estelita, na região central do Recife, virou alvo de debates entre movimentos sociais, poder público e construtoras do Consórcio Novo Recife, que pretendem erguer um empreendimento imobiliário no local. Em 2014, ativistas deram início ao movimento que ficou conhecido como Ocupe Estelita, que se opõe à obra. Eles afirmam que o empreendimento irá descaracterizar a paisagem do centro histórico da cidade e defendem o uso pública da área. O projeto prevê a construção de 13 espigões. O investimento previsto no local é de R$ 1,5 bilhão. (Da Folhapress)







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