Família de menino morto em freezer saiu de casa há 2 dias, dizem vizinhos
Polícia busca imagens de câmeras de segurança na investigação do caso. Corpo de garoto foi achado em geladeira enrolado em sacos e lençol.
foto:Portal G1 O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) solicitou imagens do circuito interno do prédio onde fica o apartamento no qual o corpo de um menino foi encontrado morto dentro de uma geladeira. O prédio fica na Rua Santo Amaro, na região Central de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, o menino teria aparentemente cinco anos e vivia com a mãe, o padastro e duas irmãs. Os pais e as irmãs da criança não foram encontrados e o DHPP investiga o caso. No térreo do edifício a família era dona de uma bomboniere. Vizinhos ouvidos pelo G1 afirmam que os país saíram do prédio há dois dias. Por volta das 18h40 de sexta, vizinhos ligaram para a polícia para verificar se havia algo estranho no apartamento, que fica na Rua Santo Amaro. Segundo a Polícia Militar, o primo do padrasto do menino contou ter estranhado o fato do vendedor de 26 anos deixar de abrir a bomboniere. Ele foi até o apartamento e, na porta, sentiu um cheiro muito forte. Ele chamou o proprietário do imóvel e lá encontraram no freezer o corpo do menino enrolado em um lençol e sacos plásticos. Segundo o mensageiro, o menino era filho da companheira do primo. O vendedor, a mulher e as duas filhas do casal não foram localizados. Agentes da Polícia Técnico-Científica foram acionados para fazer perícia. "A gente passava e sentia um cheiro insuportável", disse o morador Marco Amorim sobre os dois últimos dias. Ele contou que no início da semana viu o homem esvaziando a geladeira de sorvetes da bomboniere e levando para dentro do apartamnto. O vizinho afirmou ainda contou que "cansou de reclamar para a síndica" do choro das crianças. "Era toda noite", completa sua esposa, Sâmara Silvestre. Ela disse que nesta sexta-feira, quando o proprietário foi tentar entrar, ele não conseguiu. " Trocaram a fechadura." O casal contou que o menino já havia ido para o conselho tutelar após denúncias de maus tratos da professora. Renata Daniele Fernandes era colega da família e fornecia doces para a bomboniere. Ela mora no prédio vizinho, e contou que a mãe, Lia, falava para ela que o menino dava muito trabalho e ela queria mandá-lo de volta para a África. As duas meninas pequenas nasceram no Brasil. O filho de Renata costumava brincar com o menino. Segundo ele, o menino dizia que o sonho dele era ser jogador de futebol e comprar uma casa na praia para a mãe. O morador Jorge Pantoja disse que a família era querida no prédio. "Todo mundo adorava o cara. Ele era muito bacana". Maria Célia Moreira trabalhava ano passado na Escola Estadual Paulo Machado de Carvalho, onde o menino estudava. Ela relata que no ano passado foi comunicado o Conselho Tutelar, ele foi levado para um abrigo. "Eu não sei como que devolveram ele para os pais. Não era pra ter sido devolvido, devolveram uma vez, e aí comunicamos ao abrigo que o menino esava chorando, queria voltar para o abrigo, e ele voltou para abrigo. É a mãe que batia. É um absurdo uma coisa dessa, da gente ficar chocado. Nós percebemos que ele estava sendo mal tratado. Era um menino muito lindo, muito doce". O Conselho Tutelar afirmou ao G1 que só consegue informação do caso na terça-feira (8). A Secretaria Municipal de Direitos Humanos informou que vai apurar se houve atendimento ao menino e o que aconteceu. Fonte: Portal G1


















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