MPT investiga explosão que matou três pessoas no interior do Ceará
MTP pede fiscalização das condições de trabalho na empresa investigada.
Local foi isolado após explosão na manhã desta quinta-feira (Foto: Rodolfo Lira/ Alto Santo É Notícia) Do G1 CE Resultado da perícia feita no local deve sair em 30 dias. O Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE) instaurou, nesta segunda-feira (10), procedimento para investigar a explosão de uma caldeira em uma fábrica de doces do município de Tabuleiro do Norte, distante 209 quilômetros de Fortaleza, que matou três trabalhadores e deixou outros três feridos, um deles em estado grave. O procurador do trabalho Francisco José Parente Vasconcelos determinou a expedição de um ofício à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Ceará para fiscalização na empresa investigada. “Solicitamos um relatório sobre o acidente para apurar possíveis infrações acerca da segurança no local”, detalha. “Com base nesse documento, teremos as informações necessárias para dar prosseguimento às investigações”. A explosão ocorreu por volta das nove horas da manhã da quinta-feira (6), na fábrica Doce Tabuleiro, localizada no distrito de Peixe Gordo. Os irmãos Raimundo e Pedro Sousa de Lima - de 38 e 40 anos e idade, respectivamente - morreram no local. Kelven de Lima Chaves, de 22 anos, primo das vítimas, também teve morte imediata. O trabalhador Josevânio Lima Chaves foi encaminhado para o Instituto José Frota (IJF) em Fortaleza, onde passou por três cirurgias. Segundo o IJF, ele respira por ventilação mecânica e apresenta quadro de saúde bastante grave. As vítimas fatais eram da mesma família. Um inquérito para apurar as causas da explosão foi aberto na delegacia municipal de Tabuleiro do Norte. O resultado da perícia feita pela Polícia Civil no local deve sair em 30 dias. Irregularidades De acordo com o Capitão Tales, comandante do Corpo de Bombeiros na região, com o impacto da explosão, dois trabalhadores foram arremessados a mais de 30 metros de distância. Uma terceira vítima fatal foi retirada dos escombros. Outros dois funcionários foram socorridos com ferimentos leves. “O estabelecimento não tinha certificado de conformidade, que é o documento emitido pelos técnicos do Corpo de Bombeiros, mostrando que o local possui todos os itens obrigatórios de segurança contra incêndio e pânico”, informa o capitão. “Apesar disso, a fábrica possuía alvará de funcionamento emitido pela Prefeitura”, afirma












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